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TCU questiona aprovação de ministro de Lula para cargo em estatal

O Ministério Público junto ao TCU solicitou investigação sobre a legalidade dos cargos acumulados pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacando a possibilidade de violação da regra de inacumulabilidade de funções públicas e princípios de moralidade administrativa.

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Reprodução/Divulgação/Ministério da Educação

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou a investigação sobre a legalidade dos cargos que o atual ministro da Educação, Leonardo Barchini, ocupa na administração pública. O pedido foi encaminhado na última sexta-feira.

No documento, o subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Furtado, menciona uma autorização dada pela Comissão de Ética Pública da Presidência, que permitiu que Barchini fizesse parte do conselho fiscal da Cagece, enquanto continua à frente do MEC.

Furtado argumenta que a Corte de Contas deve analisar se essa acumulação de funções fere a regra constitucional que proíbe a remuneração por cargos públicos acumulados e o princípio da moralidade administrativa.

Segundo ele, mesmo sem um conflito direto entre as atribuições do MEC e da estatal cearense, isso não encerra a questão legal. O TCU deve considerar se a função de ministro, com seu “amplo poder de mando”, já inviabiliza a acumulação, independentemente da ausência de conflito de interesses.

O subprocurador ressalta que a moralidade administrativa exige mais do que a simples inexistência de conflitos temáticos. Ele alertou que a autorização para Barchini atuar em uma estatal pode abrir precedentes para outros ministros acumularem funções, enfraquecendo a regra de inacumulabilidade.

“A liberação noticiada, mesmo sendo baseada em consulta prévia e de boa-fé, pode servir de justificativa para que outros Ministros de Estado integrem órgãos de administração ou fiscalização de estatais, o que prejudica a moralidade administrativa”, afirma Furtado.

Ele esclarece que, neste momento, não está pedindo a devolução de valores recebidos pelo ministro, pois Barchini agiu com boa-fé ao consultar a Comissão de Ética Pública. O objetivo é que o TCU decida se ministros podem acumular esse tipo de função remunerada e estabeleça um entendimento para situações semelhantes.

Por fim, Furtado requer que o TCU investigue possíveis irregularidades e avalie se o cargo de ministro impede o exercício simultâneo em conselhos fiscais de estatais, mesmo na ausência de conflito direto de interesses.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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