Na terça-feira (4), os Estados Unidos confirmaram a revogação do visto de um diplomata brasileiro de alto escalão. O Departamento de Estado dos EUA anunciou que essa ação foi uma resposta à demora do Brasil em conceder a autorização necessária para a nomeação de Daniel Perez como embaixador americano no Brasil. O nome do diplomata afetado não foi divulgado.
De acordo com o Departamento de Estado, a revogação não implica na expulsão do diplomata, que pode permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido. O órgão também informou que o visto poderá ser restaurado caso o governo brasileiro aprove a nomeação do novo embaixador americano.
A medida ocorreu 10 dias após o Itamaraty recusar vistos para dois diplomatas do Departamento de Estado, que viajariam ao Brasil—Riley M. Barnes e Samuel Samson. Esses diplomatas foram citados em uma reportagem como parte de uma estratégia para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Um porta-voz do Departamento de Estado negou que a visita dos diplomatas tivesse como objetivo interferir nas eleições.
O órgão afirmou que a missăo seria discutir “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão” com autoridades e representantes da sociedade civil no Brasil. Em uma recente publicação, foi revelado que o governo brasileiro já esperava retaliações após a negativa dos vistos, considerando reações diplomáticas que poderiam incluir novas restrições de vistos, além da possibilidade de usar a Lei Magnitsky como um instrumento de pressão.
A relação entre Brasil e Estados Unidos começou a se deteriorar em julho do ano passado, quando o presidente Donald Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro e a Casa Branca iniciaram negociações para reduzir as tensões, resultando em alívio de tarifas e retirada de sanções. Contudo, as relações se desgastaram novamente em maio deste ano, quando os EUA classificaram facções brasileiras como organizações terroristas, e novas tarifas foram implementadas.
Essas questões diplomáticas seguem sendo monitoradas, com repercussões que podem impactar as relações comerciais e políticas entre os dois países, importantes aliados na região.
Com informações de g1.globo.com.








