Os meios de comunicação internacionais estão repercutindo a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O anúncio foi feito na terça-feira (4) pelo governo do ex-presidente Donald Trump.
Em uma declaração ao Associated Press, um representante do Departamento de Estado mencionou que “reciprocidade” é um fator fundamental nessa decisão. A medida responde à demora do Brasil em aprovar o visto para Daniel Perez, indicado para a Embaixada dos EUA no Brasil.
Embora a revogação do visto da embaixadora tenha sido confirmada, o governo americano ressaltou que ela poderá permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido. O documento poderá ser restaurado se a autorização diplomática for concedida pelo Brasil.
Daniel Perez foi indicado ao cargo em junho e aguarda aprovação do Senado americano. De acordo com o Departamento de Estado, o Brasil ainda não manifestou apoio à indicação, e a autorização só deve ser dada após as eleições presidenciais que ocorrem em outubro.
O cancelamento do visto de Maria Luiza ocorreu apenas dez dias após o Brasil negar vistos a dois diplomatas americanos, que visitariam o país. Essas autoridades foram mencionadas em uma reportagem que questionava a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Um porta-voz do Departamento de Estado negou que a visita tivesse a intenção de interferir nas eleições.
As relações entre Brasil e Estados Unidos enfrentaram tensões nos últimos anos, especialmente desde julho do ano passado, quando Trump anunciou tarifas sobre produtos brasileiros. Embora tenha havido negociações para reduzir as tensões em 2025, os desentendimentos ressurgiram após declarações sobre organizações brasileiras, que foram classificadas como terroristas pelos EUA.
Maria Luiza Ribeiro Viotti, que teve o visto revogado, é uma figura importante na diplomacia brasileira, e sua situação reflete as complexas relações entre os dois países.
O embate diplomático também pode ter reflexos na região, à medida que questões políticas internacionais influenciam a dinâmica local em Jaraguá do Sul e Santa Catarina.
Com informações de g1.globo.com.









