
Senador Jorge Messias Deixa Senado Acusando Mentiras para Sua Derrubada
Conforme reportado pelo portal www.cnnbrasil.com.br, Jorge Messias se despediu do Senado alegando ter sido alvo de "toda sorte de mentiras" em uma trama que culminou em sua queda, após ser escolhido pelo presidente Lula (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou: "Nós sabemos quem promoveu tudo isso", embora não tenha mencionado nomes específicos.
No contexto político, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), demonstrava preferência por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), outro senador. O ministro do STF, Gilmar Mendes, também teve inclinações a favor de Pacheco, mas nos últimos dias, fez gestos de apoio a Messias, que contava apenas com o respaldo do colega de fé evangélica, André Mendonça.
Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) questionou Messias sobre uma suposta conspiração de ministros do STF para barrar sua ascensão. Ele indagou se Messias teria “envergadura moral” para desafiar as opiniões de membros da corte.
Em resposta, Messias defendeu sua trajetória: “Farei o que é certo. Esta caminhada que estou percorrendo é uma prova disso. Os cinco meses que tenho passado e toda essa Via Crucis são resultado dessas questões”.
Na mesma sessão, Messias expressou "apoio total" às discussões relativas ao Código de Ética do STF, ressaltando a urgência de uma “decisão colegiada". O indicado também observou que o processo penal não deve ser encarado como um ato de vingança, ao comentar sobre o inquérito das fake news. Além disso, elogiou André Mendonça ao afirmar que ele "dá orgulho ao país".
A análise das repercussões da rejeição a Messias nas relações entre os Três Poderes foi um dos principais temas abordados na edição desta terça-feira (29) do programa WW.
Cenário Político Futuro
Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, sinalizou que a rejeição de Messias é um momento histórico que marca a força do Congresso, que, ao vetar a candidatura ao STF, envia um recado ao governo e ao Supremo. Ele afirmou que a derrota é altamente simbólica para Lula, minando a imagem de sua infalibilidade política, especialmente em um momento crucial que pode definir seu quarto mandato.
Daniel Rittner, diretor editorial da CNN em Brasília, comentou que o Senado pode se tornar mais conservador e que figuras como Rogério Marinho podem despontar como candidatos. Ele mencionou ainda o desgaste acumulado por Alcolumbre com a direita, embora ele ainda possa ser visto como um interlocutor confiável, o que o coloca em uma posição vantajosa em um futuro potencialmente polarizado.
A âncora Thais Heredia destacou que a complexidade da derrota de Messias traz consequências que vão além do imediato, questionando a integridade da governabilidade sob o atual governo de Lula e como essa decisão impacta a fragilidade institucional no país.
Felipe Recondo, jornalista especializado em questões do STF, argumentou que o bloqueio à candidatura de Messias serviu como uma espécie de impeachment indireto, fornecendo uma vitória à oposição e evidenciando a luta pelo poder entre as instituições. Isso sugere uma busca por segurança institucional que transcende o nome do indicado.
Por fim, a situação reforçou a tensão entre os Poderes e as complexidades das relações políticas atuais, com o Senado mantendo uma posição de força em relação ao governo.
ANÁLISE WW: MESSIAS É REJEITADO PELO SENADO EM MEIO À CRISE DO STF
ANÁLISE WW: MESSIAS É JOGADO AOS LEÕES EM MEIO À CRISE NOS PODERES
ANÁLISE WW: DERROTA DE LULA NO SENADO AMPLIA TENSÃO ENTRE PODERES
Publicado por Henrique Sales Barros.



