O chanceler Mauro Vieira se manifestou sobre as declarações do presidente argentino Javier Milei, qualificando-as como “ríspidas, grosseiras e inaceitáveis”. Segundo ele, as falas de Milei representam uma grave interferência em assuntos internos do Brasil. “Essas declarações foram muito mal recebidas. Foram críticas ao governo brasileiro e às nossas instituições, além de uma interferência em questões nacionais”, afirmou.
Javier Milei fez suas declarações durante um evento em São Paulo, onde discursou na convenção do Partido Liberal, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Em entrevista à TV Globo, Mauro Vieira descartou, por ora, medidas diplomáticas mais severas, como a retirada de embaixadores. Ele ressaltou a importância de preservar os canais de diálogo para compreender os motivos das declarações do presidente argentino.
“A retirada de embaixadores é um passo que deve ser considerado com cautela. Buscamos explicações do governo argentino sobre por que o presidente fez essas declarações em solo brasileiro”, explicou Vieira, enfatizando a necessidade de um entendimento entre os países. Neste domingo, o governo brasileiro convocou o embaixador argentino no Brasil para expressar a “repulsa” em relação às falas de Milei e solicitar explicações adicionais.
No evento do PL, Milei criticou decisões do Supremo Tribunal Federal, chamando o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca”, e também fez alucinações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tratando-o de forma depreciativa. O presidente do STF, Edson Fachin, respondeu a essas afirmações, destacando que são desrespeitosas e incompatíveis com a civilidade nas relações internacionais.
Essa situação acirrou ainda mais os ânimos nas relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, com a necessidade iminente de diálogo para sanar a crise.
Com informações de g1.globo.com.









