Donald Trump está de olho nas terras raras do Brasil, assim como em vantagens para suas grandes empresas de tecnologia e no etanol. Além disso, ele quer acabar com o Pix, que, segundo sua visão, é um serviço que não deveria ser gratuito. A nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros revela um interesse maior: Trump almeja, a qualquer custo, estabelecer um domínio sobre o Brasil, um país que ele considera uma barreira ao seu plano de controle nas Américas.
Após tentar controlar México e Canadá, com promessas de tarifas que ele mesmo revisou, Trump voltou sua atenção para a América Central, exigindo a revisão de contratos no Canal do Panamá e deformando as relações com Cuba, que considera inofensiva.
Mesmo com um esforço contínuo na região, onde conquistou apoio de oito dos doze países, o Brasil permanece como um desafio. Com sua economia representando 47,5% do PIB da América do Sul, o Brasil é um pilar crucial para qualquer plano que Trump tenha de domínio regional.
Após a frustração em sua primeira tentativa de estabelecer tarifas e sanções no ano passado, Trump tentou se aproximar do presidente Lula, elogios e convites a almoços foram feitos, mas as negociações não avançaram. Ficou evidente que o que Trump realmente deseja não é uma relação equilibrada, mas sim a submissão do Brasil.
Por outro lado, alguns políticos, como o deputado Eduardo, chegaram a apoiar sanções contra o Brasil, enquanto seu irmão Flávio sugeriu postergar as tarifas para não prejudicar as eleições. Flávio agora tenta transferir a responsabilidade para Lula pela falta de acordos, mesmo diante de exigências que nunca foram aceitáveis para o Brasil.
É improvável que Trump altere sua estratégia em relação às tarifas. Isso pode custar caro, pois pode levar o Brasil a buscar novos mercados, aumentando sua dependência da China e, ao mesmo tempo, fortalecendo a campanha de Lula, que pode angariar apoio, inclusive entre empresários céticos sobre sua gestão.
Essa dinâmica de Trump, que já prejudicou aliados como Canadá e Hungria, se fez presente também no Brasil durante a pandemia, quando ele impulsionou a cloroquina, ignorando a necessidade de vacinas. Com um comportamento mais imprevisível e radical nos últimos tempos, Trump continua determinado a ter o Brasil sob seu controle.
Com informações de metropoles.com.







