O Ibovespa encerrou o dia desta terça-feira praticamente estável, mesmo após ter superado os 180 mil pontos, sob a pressão de ações como a do Itaú Unibanco, que aguarda a divulgação de seu balanço do segundo trimestre, e da Petrobras, em meio a uma nova queda nos preços do petróleo no mercado internacional.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro teve uma leve ceder de 0,06%, fechando em 177.894,97 pontos, após alcançar a máxima de 180.679,47 e a mínima de 177.580,77 durante a sessão.
Dados do IBGE mostraram uma queda de 1,8% na produção industrial em junho em relação a maio, mas uma alta de 1,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Economistas consultados esperavam uma retração de apenas 0,8% para junho e um avanço de 3,0% na comparação anual.
Os investidores seguem atentos à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorre na quarta-feira, com a expectativa de um corte na taxa Selic de 0,25 ponto percentual, reduzindo-a para 14%.
As atenções do mercado também estão voltadas para a temporada de balanços, com resultados de empresas como BB Seguridade, Marcopolo e ISA Energia, além de outras como Bradsaúde e Pague Menos, que não integram o Ibovespa.
Analistas do Itaú BBA destacam que o Ibovespa permanece sem uma direção clara, encontrando resistência nos 179.500 pontos e suportes em 172.200 e 167.600 pontos. O relatório citou que o índice deve se manter estável até que um novo grande movimento ocorra, possivelmente relacionado à inflação em 2026.
Destaques
- VALE ON: A ação subiu 2,24%, mesmo com a nova queda nos futuros de minério de ferro na China. O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, informou que os projetos industriais no Oriente Médio estão em pausa devido ao conflito no Irã.
- PETROBRAS PN: A estatal teve uma queda de 1,28%, acompanhando a desvalorização do petróleo no exterior. A diretora Renata Baruzzi comunicou que a sonda em atividade na Bacia da Foz do Amazonas ainda não chegou ao reservatório.
- ITAÚ UNIBANCO PN: As ações caíram 2,48%, pressionadas pela expectativa em torno do resultado do segundo trimestre, que deve mostrar lucro líquido de R$12,5 bilhões.
- BB SEGURIDADE ON: O lucro foi de R$2,15 bilhões, uma leve queda de 3,9%. A companhia considera que o fenômeno climático El Niño terá efeitos limitados neste ano.
- MARCOPOLO PN: As ações apresentaram uma forte queda de 10,43% após reportar um lucro líquido de R$271 milhões, 15,5% menor que no ano anterior.
- PAGUE MENOS ON: Uma alta de 8,92% foi registrada após a empresa reportar um lucro líquido ajustado de R$73,6 milhões, com crescimento em suas margens.
Petróleo
A commodity registrou uma queda superior a 5% nesta terça-feira, indo para menos de US$ 80 por barril. Essa desvalorização ocorreu em meio a avanços nas negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, eliminando preocupações de risco geopolítico que sustentavam os preços anteriormente.
O contrato do petróleo Brent caiu 5,26%, encerrando a R$ 79,36 por barril, enquanto o WTI para setembro caiu 5,69%, fechando a R$ 75,77.
Dólar e sanções dos EUA
O dólar teve alta de 0,84% em relação ao real, cotado a R$ 5,1304. O aumento reflete o receio em torno de novas sanções dos EUA ao Brasil, bem como a expectativa de cortes na taxa Selic. O Departamento de Estado dos EUA informou o cancelamento do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti, aumentando as tensões diplomáticas.
Apesar de ter operado em queda no início do dia, a moeda americana valorizou-se ao longo da tarde, atingindo uma máxima de R$ 5,1480. A alta é vista como resultado da expectativa do mercado sobre novos cortes na taxa Selic, que deverá ser confirmada na reunião do Banco Central.
Com informações de forbes.com.br.








