Na última segunda-feira (3), as ações da Boeing subiram mais de 8% após a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) certificar o modelo 737 MAX 7. Essa aprovação marca o fim de uma análise que durou uma década, em parte estendida devido a tragédias envolvendo a versão maior, o MAX 8, além da adoção de padrões de segurança mais rigorosos pela FAA.
A certificação incluiu uma inspeção detalhada dos controles de voo, sistemas de alerta à tripulação e segurança geral do avião. A Boeing teve que realizar atualizações no software de controle de voo, no sistema de alerta e também redesenhar o sistema de aquecimento dos motores, após identificar que seu uso prolongado em condições secas poderia causar superaquecimento.
A análise do MAX 7 enfrentou novos desafios após os acidentes com os voos 610 da Lion Air e 302 da Ethiopian Airlines, que resultaram em 346 mortes e levaram à suspensão das operações de toda a frota 737 MAX. A companhia ainda passou a ser alvo de maior fiscalização, especialmente após um incidente em 2024, quando um painel de porta se desprendeu em voo em uma aeronave da Alaska Airlines. Após esse episódio, a Boeing se viu obrigada a retirar um pedido de isenção referente ao MAX 7.
O 737 MAX 7 é o menor integrante da família 737 MAX, com capacidade para cerca de 150 passageiros. A valorização das ações nesta segunda-feira foi suficiente para que os papéis acumulassem alta de 5% no ano, partindo de um valor em torno de US$ 227 no início de 2026.
Mas não para por aí
Recentemente, a FAA determinou a inspeção de 31 mil assentos de aviões 737 MAX devido a instalações inadequadas, que poderiam resultar no desprendimento dos assentos durante emergências. Esse tipo de vigilância se intensificou especialmente após o incidente com o painel de porta, levando a um aumento nas auditorias das linhas de produção da Boeing.
A FAA também começou a realizar inspeções não anunciadas nas unidades de montagem da empresa, uma medida sem precedentes. Até o momento, a Boeing já produziu cerca de 30 unidades do MAX 7 e nove do MAX 10, sendo que este último representa 28% dos pedidos pendentes da linha MAX. A expectativa é que a certificação do MAX 10 ocorra ainda este ano.
Com informações de forbes.com.br.








