O PT protocolou, nesta quinta-feira, uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência. O partido alega que o senador tem potencializado uma rede de perfis anônimos que atacam o presidente Lula, utilizando inteligência artificial. A legenda solicita que Flávio seja responsabilizado por essas atividades.
O ministro Kassio Nunes Marques, que preside o TSE, foi designado como relator do caso.
O PT aponta que essa rede inclui Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além dele, vários deputados do PL, como Mário Frias (SP), Gustavo Gayer (GO) e Gilvan da Federal (ES), também estariam envolvidos, assim como o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho (Novo).
A ação é assinada pela Federação Brasil da Esperança, que é composta por PT, PCdoB e PV. O pedido busca responsabilizar os políticos e aplicar multas individuais para cada postagem.
De acordo com o PT, as ações contra Lula abrangem:
- 31 perfis identificados em um circuito de publicações colaborativas;
- 1.464.245 seguidores no total entre as contas;
- 23.828 publicações monitoradas;
- 67 publicações específicas analisadas, com pedido de remoção;
- Um alcance potencial superior a 10 milhões de seguidores, considerando a audiência dos influenciadores que compartilham o material.
A federação afirma que a gravidade dessa situação reside não apenas em posts isolados, mas na coordenação das publicações, que provoca uma repetição de narrativas ofensivas, criando uma percepção de rejeição a Lula que, segundo eles, não reflete um fenômeno espontâneo, mas sim uma estratégia elaborada para dominar a discussão nas redes sociais.
Com informações de g1.globo.com.







