Em uma assembleia geral extraordinária realizada na última terça-feira (28), os acionistas da Aegea Saneamento aprovaram um aumento de capital que pode variar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões. O intuito desta operação é fortalecer o caixa da empresa e acelerar a diminuição da dívida, uma das maiores entre operadoras privadas de saneamento do Brasil.
As novas ações ordinárias serão disponibilizadas a R$ 55,29 cada, o mesmo preço da capitalização de R$ 1,2 bilhão que já havia sido aprovada no primeiro trimestre de 2026.
Os acionistas atuais têm até o dia 27 de agosto para exercer seu direito de preferência na aquisição dos novos papéis, antes que eles sejam ofertados a outros investidores. Entre os acionistas está a Itaúsa, que atualmente possui 13,27% da empresa e indicou que pode investir entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão na capitalização, aumentando sua participação para algo entre 14,01% e 15,43%. O quadro acionário também conta com a Equipav, com 52%, e o fundo soberano de Cingapura, GIC, que detém 35% da companhia.
O endividamento da Aegea aumentou no final de 2025, gerando preocupação entre investidores do mercado de crédito. Em decorrência disso, a Fitch rebaixou a classificação de risco da empresa em junho, passando de BB- para B+, com uma perspectiva estável.
Essa emissão de ações é uma alternativa à tomada de novos empréstimos, especialmente em um cenário de Selic elevada, que torna o crédito mais caro. Assim, a Aegea busca transferir parte do custo do financiamento para seus sócios, que, em contrapartida, terão mais participação na empresa.
A operação virá acompanhada de um acordo entre os sócios, prevendo ajustes nas participações de cada um, vinculado a um possível IPO (abertura de capital) da Aegea. A companhia havia considerado a possibilidade de estrear na bolsa em 2026, mas essa ideia perdeu força à medida que as preocupações com sua saúde financeira e capacidade de pagamento de dívidas ganharam destaque no mercado.
Com informações de forbes.com.br.






