Santa Catarina se destacou ao atingir a menor taxa de mortes violentas do Brasil em 2025, com 7,6 casos para cada 100 mil habitantes. Esse dado foi revelado no Anuário de Segurança Pública, publicado recentemente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Este é um marco importante, pois é a primeira vez desde 2014 que São Paulo não lidera essa estatística, registrando 7,8 mortes por 100 mil habitantes, ficando em segundo lugar. Comparando com 2024, ambos os estados apresentaram redução: São Paulo caiu de 8,2 para 7,8, enquanto Santa Catarina teve uma diminuição maior, de 8,6 para 7,6.
Historicamente, São Paulo foi o primeiro estado a registrar taxa de assassinatos abaixo de 10 por 100 mil, atingindo 9,6 em 2018. Santa Catarina alcançou essa marca em 2021, com uma taxa de 9,7 por 100 mil habitantes.
David Marques, especialista do Fórum, apontou que o tamanho do estado e as políticas de segurança implementadas têm sido essenciais para essa melhora em Santa Catarina. Ele mencionou que a comparação entre SP e SC sempre aparece nas edições do anuário, evidenciando a “rivalidade” ao longo dos anos.
Por outro lado, o Amapá continua sendo o estado mais violento do Brasil, mesmo com uma redução de 6% na taxa de mortes, que passou de 45,2 para 42,5 por 100 mil habitantes. A Bahia e o Ceará seguem como os estados com as segundas e terceiras maiores taxas de homicídios, respectivamente.
A análise do Anuário de Segurança Pública de 2025 revelou dados alarmantes sobre a violência, como o aumento nos feminicídios e o menor número de assassinatos registrados desde 2012, com um total de 40.775 vítimas e uma taxa de 19,1 por 100 mil habitantes, a mais baixa já registrada.
Os fenômenos de violência contra a mulher também mostraram tendências preocupantes, com aumentos em casos de violência psicológica e stalking. Além disso, as dez cidades mais violentas do país estão localizadas no Nordeste, sendo Maranguape (CE) a que mais se destacou.
Em Santa Catarina, o cenário traz um alívio, mas os desafios ainda são grandes. As políticas de segurança pública continuam a ser um importante foco de debate e implementação.
Com informações de g1.globo.com.








