O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu demitir, na quinta-feira (9/7), os últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), um órgão federal independente que apoia as autoridades na organização das eleições no país. Essa medida ocorre a pouco mais de quatro meses das eleições legislativas de novembro, que vão renovar todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado.
Os três comissários que deixaram a EAC saíram de maneiras distintas. O representante indicado pelo Partido Republicano pediu demissão, enquanto os dois nomeados pelo Partido Democrata receberam a notificação de demissão por e-mail enviado pela equipe da Casa Branca. Um quarto membro já havia deixado o cargo em abril.
A mensagem de notificação enviada dizia: “Em nome do presidente Donald J. Trump, informo que seu cargo de comissário da Comissão de Assistência Eleitoral está encerrado, com efeito imediato. Agradeço por seus serviços”.
A EAC atua como um centro nacional de apoio à administração eleitoral, com responsabilidades que incluem credenciar laboratórios para testar equipamentos de votação, certificar sistemas eleitorais e manter o formulário nacional de registro de eleitores por correspondência, estabelecido pela Lei Nacional de Registro de Eleitores de 1993.
A demissão dos comissários ocorre às vésperas das eleições de meio de mandato, conhecidas como “midterms”. Desde o seu retorno à Casa Branca, Trump tem defendido mudanças nas regras eleitorais e reafirmado, sem apresentar evidências, que houve fraudes nas eleições de 2020.
A legislação dos Estados Unidos permite que o presidente indique novos membros para a comissão, mas até o momento não há informações sobre quando ou se Trump pretende reconstituir o colegiado.
Com informações de metropoles.com.









