O volume de serviços no Brasil, que representa o maior setor do PIB, apresentou uma queda de 0,4% em maio em comparação a abril, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar dessa desaceleração mensal, em relação a maio de 2022, o setor cresceu 0,4%, marcando o 26º resultado positivo consecutivo. Os dados apontam que o segmento está 19,6% acima dos níveis anteriores à pandemia, mas 0,5% abaixo do pico histórico alcançado em outubro do ano passado.
No acumulado do ano, entre janeiro e maio, houve uma alta de 1,9%. Em termos de 12 meses, o crescimento registrado foi de 2,6%, um ritmo levemente inferior aos 2,9% verificados até abril. O economista Leonardo Costa, da ASA, destaca que o desempenho atual reforça uma tendência de desaceleração gradual na atividade de serviços, evidenciada pelo comportamento volátil dos dados, que incluíram uma queda acentuada em março, recuperação em abril e recuo em maio.
Setores apresentam resultados mistos
Analisando os resultados mensais, setores como transportes e outros serviços, que registraram quedas de 1,0% e 1,9%, respectivamente, anularam os ganhos do mês anterior. Por outro lado, os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram um aumento de 1,9%, enquanto serviços prestados às famílias cresceram 0,2% e o setor de informação e comunicação se manteve estável.
No aspecto anual, o setor de informação e comunicação liderou o crescimento, com uma alta de 5,2%, impulsionada por áreas como tecnologia e desenvolvimento de software. Os serviços voltados às famílias também mostraram avanço, com destaque para restaurantes, crescendo 3,1%. Serviços profissionais subiram 2,3%, enquanto transportes tiveram uma queda de 4,2% e outros serviços diminuíram 2,4%, afetados principalmente pelo transporte aéreo e serviços financeiros auxiliares.
Em relação às unidades federativas, 18 das 27 apresentaram retração em maio. Paraná (-2,3%), Mato Grosso (-2,5%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Distrito Federal (-1,6%) destacaram-se nas perdas. Em contrapartida, o Rio de Janeiro (1,0%), Bahia (2,2%) e Alagoas (3,6%) puxaram os resultados positivos.
Na comparação anual, Alagoas revelou um crescimento de 24,5%, enquanto o Distrito Federal subiu 8,3% e a Bahia 4,9%. Em contrapartida, Amazonas e Ceará enfrentaram quedas significativas, de 9,5% e 7%, respectivamente.
Desempenho do turismo
O setor de atividades turísticas registrou uma queda de 0,4% em maio, após uma alta de 4,1% no mês anterior. Apesar disso, o setor ainda está 10,8% acima dos níveis pré-pandemia e 2,5% abaixo do pico de dezembro de 2024. No acumulado do ano, o turismo já apresenta uma queda de 1,6%, devido a desafios enfrentados no transporte aéreo de passageiros, totalizando uma retração de 0,1% até o momento.
O transporte de passageiros também teve uma diminuição de 1,3% em maio, enquanto o setor de cargas sofreu uma baixa de 0,2%, acumulando uma queda de 1,8% nos últimos meses. Em termo de comparação anual, o transporte de passageiros mostrou uma queda de 8,3% e o de cargas uma diminuição de 2,8%. No acumulado de 2023, o transporte de passageiros caiu 1,1%, enquanto cargas registraram um leve aumento de 0,2%.
Com informações de forbes.com.br.








