A Santos Brasil Participações anunciou, em um comunicado ao mercado, que sua controladora francesa CMA CGM finalizou a formação da United Ports LLC, uma joint venture com a gestora americana de infraestrutura Stonepeak. A operação, que foi revelada em janeiro, foi concluída nesta terça-feira (29) e estabelece uma plataforma global de terminais portuários avaliada em cerca de US$ 10 bilhões.
Para essa parceria, a Stonepeak investiu US$ 2,4 bilhões para adquirir 25% da nova empresa, enquanto a CMA CGM manteve os 75% restantes, garantindo a gestão operacional da plataforma. A United Ports inclui 10 ativos portuários em seis países — Estados Unidos, Brasil, Espanha, Índia, Taiwan e Vietnã — entre eles o Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil. Os recursos aportados pela Stonepeak serão usados para expandir a capacidade da plataforma, e o acordo ainda inclui até US$ 3,6 bilhões em financiamentos para futuros projetos de desenvolvimento dos terminais.
Vale ressaltar que essa mudança afeta a estrutura societária, mas não altera a operação do terminal de Santos. O terminal continuará sob a responsabilidade da Santos Brasil, que mantém o contrato de concessão. A CMA CGM segue controlando as operações, enquanto o Tecon Santos ingressa em uma estrutura global focada em investimentos em infraestrutura portuária. Segundo a CMA CGM, os investimentos no Brasil seguem inalterados, com um plano de R$ 3 bilhões a serem aplicados no Tecon Santos até 2031, dos quais cerca de R$ 2 bilhões já foram implementados.
Outra mudança relevante é que a Santos Brasil, que anteriormente tinha ações negociadas como STBP3 na B3, não está mais listada desde o fechamento de capital em 2025. A CMA CGM, por ser uma empresa de capital fechado, e a Stonepeak, que também não possui ações listadas em bolsa, fazem com que toda a cadeia de controle do terminal de Santos fique em mãos de empresas não listadas, diminuindo o fluxo de informações financeiras ao mercado.
A Santos Brasil reafirma que sua estrutura acionária permanece a mesma e que esta operação não traz impactos diretos em suas atividades ou governança. A CMA CGM assumiu o controle da empresa em 2025, e essa situação não se modifica com a nova joint venture, que visa integrar o terminal de Santos em uma plataforma global de infraestrutura, com um parceiro financeiro que pode facilitar futuros investimentos na área.
Com informações de forbes.com.br.








