
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a nova etapa da Operação Compliance Zero, liderada pela Polícia Federal, revela indícios de uma estrutura organizada para a produção em massa de documentos falsos no Banco Master. Materiais apreendidos e dados telemáticos indicam que uma variedade de contratos, extratos, planilhas e procurações foram gerados em série, com a finalidade de criar uma aparência de legalidade em relação a ativos que, na verdade, careciam de garantias reais.
Os investigadores apontam, ainda, para a existência de uma “linha de produção” dentro da instituição, especificamente dedicada à criação e circulação desses documentos fraudulentos. Além disso, foram identificados sinais de manipulação técnica nos registros, incluindo a utilização de arquivos com datas retroativas, ajustes manuais em extratos e a padronização de contratos.
Outro aspecto relevante da investigação é a utilização de procurações tidas como irregulares. Em determinados casos, documentos foram supostamente assinados por empregados do próprio banco em nome de clientes fictícios. Algumas das pessoas apontadas como tomadoras de crédito alegaram não reconhecer as operações atribuídas a elas.
Os relatórios da investigação também revelam inconsistências significativas nos documentos, que não condizem com operações financeiras legítimas, além da falta de registros essenciais que fundamentariam as carteiras de crédito do banco. Essas averiguações fazem parte de um exame mais amplo sobre os negócios entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
A desconfiança relacionada à validade das operações aumentou, especialmente após o Banco Central ter identificado falhas notáveis em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) e documentos associados.
Entre os envolvidos neste caso, figura o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que se encontra detido desde março. Recentemente, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso, sendo suspeito de ter facilitado transações entre às duas instituições.
A investigação da Polícia Federal está examinando possíveis falhas nos procedimentos internos de análise e governança do BRB, bem como a realização de operações com ativos irregulares. Esta fase da operação também investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa, relacionados ao pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos.
As defesas dos indivíduos mencionados ainda não se pronunciaram sobre as conclusões da investigação.
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