Uma mulher e seu filho autista passaram cinco anos vivendo sem energia elétrica em uma residência em Criciúma, Santa Catarina. A situação ocorreu após o ex-marido da mulher, como forma de vingança, solicitar o desligamento do fornecimento de energia ao saber que ela havia pedido uma medida protetiva contra ele. Durante esse período, a família enfrentou dificuldades extremas, tomando banho com água aquecida no fogão e utilizando a geladeira de um vizinho para armazenar alimentos.
Segundo a mulher, ela e seu filho enfrentaram o calor intenso do verão apenas abrindo janelas, enquanto um vizinho generosamente deixou uma extensão ligada para que pudesse carregar seu celular e pequenos aparelhos elétricos. O sistema de energia foi restabelecido em 18 de junho deste ano, após decisão judicial que atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que havia recebido a denúncia sobre a privação de um serviço essencial como forma de violência psicológica.
A mulher, que teve sua identidade preservada, relatou a dificuldade e a demora em acreditar que, finalmente, teria uma vida normal. Quando soube que o fornecimento de energia seria restabelecido, expressou sua alegria: “Parecia que era mentira… Não tem explicação. Não desejo para ninguém passar por isso. Estou muito feliz”.
No relato, ela disse que, ao longo dos cinco anos, dependia de ajuda externa e enfrentava uma realidade de constantes privações. Ela conseguiu a assistência do Ministério Público após elaborar uma ação penal contra os sogros, que continuaram a privá-la de energia após a morte do ex-marido. O caso destacava a continuidade da violência, mesmo após o falecimento do agressor, tratado como uma forma de forçar a mulher a deixar a residência onde construiu sua família por mais de 20 anos.
Para aqueles que se identificam com essa situação, o MPSC orienta que busquem ajuda através do Neavit, um serviço disponível para pessoas que enfrentam problemas semelhantes relacionados à violência doméstica.
Com informações de g1.globo.com.









