Os empresários Samara Martins, conhecida como Samara Pink, e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na empresa de cosméticos WePink, estão sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. A apuração busca esclarecer um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.
O casal deve prestar depoimento na Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), em Santos (SP). Samara Pink, natural de Goiânia e formada em Administração, é cofundadora da WePink e sócia da WeGym. Com 4,6 mil seguidores nas redes sociais, ela é casada com Thiago, que atua como CEO da empresa.
Entre 2017 e 2022, Samara Pink e Karen de Moura Tanaka Mori foram sócias na Pink Lash, uma rede voltada para o mercado de beleza e cosméticos. Juntas, além da amizade, mantinham relações comerciais bem próximas.
A WePink, fundada em 2021 por Virginia Fonseca, tem como sócios também Samara Pink, Thiago Stabile e Lucas Chaopeng. Em quatro anos, a marca teve um faturamento acumulado de mais de R$ 1,2 bilhão, com previsão de chegar a R$ 1,4 bilhão até 2025.
Cronologia da expansão dos negócios
- 2017: Fundação da Pink Lash por Samara e Karen, focada em extensão de cílios e cosméticos;
- 2018: Thiago Stabile integra a gestão, promovendo a expansão da franquia;
- Entre 2018 e 2021: O trio era sócio em quatro empresas interligadas à Pink Lash;
- Investimentos em uma empresa de insumos para o mercado de beleza;
- Expansão significativa, com cerca de 80 unidades abertas entre 2017 e 2022, ao menos dez em São Paulo;
- Faturamento mensal do grupo estimado em R$ 50 milhões.
Quem é a “Japa do PCC”
Karen de Moura Tanaka Mori é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, tido como um dos principais integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, e que foi morto em 2018. A investigação aponta que ela teria utilizado recursos do tráfico de drogas para investir em negócios de beleza e empreendimentos imobiliários, com o intuito de ocultar a origem do dinheiro.
Karen Tanaka Mori foi presa em 2024 sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro relacionada ao PCC, tendo movimentado grandes quantias financeiras em nome da facção criminosa. Durante a operação policial, foram apreendidos mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil.
Wagner Ferreira da Silva fazia parte da Sintonia Final, o núcleo de comando do PCC, conhecido por sua influência nas decisões estratégicas da facção, incluindo operações financeiras e tráfico de drogas.
Com informações de metropoles.com.








