O Ibovespa fechou a segunda-feira em leve queda, encerrando o dia com 173.371,35 pontos, uma baixa de 0,2%. O pregão foi marcado por um volume financeiro reduzido, totalizando R$ 15,9 bilhões, bem abaixo da média diária do ano, que é de R$ 33,7 bilhões. Esse comportamento no índice foi influenciado pela intensificação da guerra entre Estados Unidos e Irã, com a Guarda Revolucionária do Irã relatando ataques a alvos militares dos EUA no Oriente Médio, após ofensivas americanas contra cidades iranianas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã “pagará” pela morte de soldados americanos ocorridas no final de semana. Essas tensões refletiram nos preços do petróleo, que atingiram brevemente o patamar de US$ 90. O barril de Brent subiu cerca de 1,3%, fechando a US$ 89,22, após tocar os US$ 91,42, seu maior valor desde junho.
Embora o índice tenha operado em alta na maior parte do dia, a tendência se reverteu no fechamento. As ações ligadas ao setor de petróleo foram as que mais se valorizaram, ajudando a sustentar o Ibovespa. Marcos Praça, diretor da Zero Markets Brasil, destacou que os investidores estão atentos aos níveis técnicos que podem impactar expectativas sobre a taxa de juros e o crescimento econômico.
Destaques do Pregão
- A PETROBRAS PN teve alta de 0,61% e PETROBRAS ON avançou 0,68%, impulsionadas pela valorização do petróleo.
- A ação da BRAVA ON se destacou, subindo 2,1%, em linha com o aumento dos preços do petróleo exterior.
- Por outro lado, a VALE ON viu uma queda de 1,38%, reflexo de um dia negativo para o setor de mineração, com o minério de ferro na China também em baixa.
- No setor bancário, o ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,81%, enquanto o BRADESCO PN avançou 0,66% e o SANTANDER BRASIL UNIT teve alta de 1,35%. O BANCO DO BRASIL ON registrou uma queda de 1,56%.
- A RAÍZEN PN, que não faz parte do Ibovespa, caiu 6,9% após anunciar a venda da usina Caarapó.
- A YDUQS ON liderou as quedas, recuando 5,11% em um dia marcado pelo aumento das taxas de juros futuros.
Dólar e Petróleo
O dólar apresentou queda de 0,42% em relação ao real, terminando o dia cotado a R$ 5,08. No acumulado do ano, a moeda já registra uma redução de 7,28%. A movimentação de investidores foi influenciada pela preocupação com a crise no Oriente Médio, com os EUA e o Irã aumentando suas hostilidades.
Os preços do petróleo fecharam em alta, subindo mais de 1% em um dia marcado por volatilidade. Os operadores ponderaram as possibilidades de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto novos bloqueios navais foram impostos pelos houthis do Iémen, afetando o comércio no Golfo. O futuro do Brent fechou em alta de US$ 1,12, alcançando US$ 89,22 por barril.
Medidas de mediação estão sendo discutidas para tentar diminuir a tensão, incluindo uma proposta de cessar-fogo. A analista Daniela Hathorn, da Capital.com, ressaltou que a perspectiva de negociações futuras pode aliviar as preocupações com interrupções no abastecimento de petróleo.
Com informações de forbes.com.br.







