O Ibovespa encerrou o dia em queda nesta quarta-feira (08), com as bolsas operando em baixa significativa. O índice acionário brasileiro chegou a registrar 169.972,40 pontos na mínima, antes de fechar com desvalorização de 0,79%, a 170.653,45 pontos. Durante a tarde, o volume financeiro alcançou R$21,75 bilhões.
A pressão no mercado veio, em grande parte, da instabilidade no Oriente Médio, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmaram que o acordo temporário para a paz com o Irã estava encerrado. Isso acontece em meio a novos ataques do Irã contra bases norte-americanas na região.
O impacto foi sentido também nos preços do petróleo: o barril do tipo Brent subiu 5,2%, alcançando US$78,02, refletindo as incertezas acerca da segurança na circulação marítima pelo Estreito de Ormuz.
Nos EUA, o índice acionário S&P 500 recuou 0,28%, influenciado pela ata da última reunião do Federal Reserve sobre a política monetária, que manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%. Alguns membros do Fed indicaram preocupação com a inflação e a possibilidade de novas altas nas taxas de juros.
Destaques do Mercado
- As ações da VALE ON recuaram 4,59%, enquanto a CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se em 2,42%.
- Os papéis da PETROBRAS ON e PETROBRAS PN avançaram 2,79% e 3,15%, respectivamente, beneficiados pela alta do petróleo.
- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,27%, refletindo um ambiente mais avesso ao risco no setor financeiro.
- CURY ON apresentou uma queda de 7,85%, enquanto a NATURA ON valorizou-se em 5,59%, apesar da projeção de receita negativa.
- ULTRAPAR ON teve crescimento de 4,11% após uma revisão de recomendações por analistas do Bank of America.
Dólar
O dólar ficou praticamente estável frente ao real, enquanto o mercado global notou ganhos da moeda americana em relação a outras divisas emergentes. À vista, o dólar teve uma variação negativa de 0,11%, fechando a R$5,1484, acumulando uma queda de 6,21% no ano.
As oscilações se deram em um contexto de novas ameaças de Trump contra o Irã, embora ele tenha later afirmado não esperar um conflito em larga escala. Este cenário complicou ainda mais as operações dos mercados financeiros.
O Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap e informou um fluxo cambial positivo de US$3,909 bilhões em junho. Na maior parte do dia, a moeda americana se manteve estável, flutuando entre R$5,1364 e R$5,1846.
Petróleo
Os contratos futuros do petróleo tiveram uma alta significativa devido ao aumento das tensões no Oriente Médio, com o preço do barril Brent subindo 5,2% e atingindo o valor mais alto desde junho. A escalada de hostilidades reforçou a preocupação de que a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz pudesse ser interrompida.
Analistas afirmaram que a atual situação diminui a confiança em um acordo de paz duradouro entre os Estados Unidos e o Irã, aumentando as incertezas no mercado.
Com informações de forbes.com.br.








