Você sabia que aproximadamente 31% da população adulta mundial não pratica a quantidade mínima de atividade física recomendada? Durante o inverno, esse índice tende a piorar. O frio traz desafios que já estão presentes, como a vontade de ficar na cama quentinha, a motivação que desaparece com a luz do dia e a famosa desculpa de “começar depois que o frio passar”, que pode acabar adiando a atividade física por semanas.
O recomeço após um período longo de inatividade é sempre mais difícil do que manter uma rotina leve. Isso acontece porque, com a queda na luminosidade solar, o corpo aumenta a produção de melatonina, hormônio que induz ao sono, enquanto os níveis de serotonina, relacionado ao bem-estar, diminuem. O resultado? Aquela sensação de desânimo e lentidão que o inverno traz.
O frio e a motivação
O desconforto das manhãs frias faz com que muitas pessoas prefiram se manter quentes e confortáveis embaixo das cobertas. Além disso, os músculos ficam mais rígidos e as articulações tendem a responder mais lentamente. Nesse cenário, sair do aconchego do edredom já é um esforço, e a perspectiva de um aquecimento pré-treino se torna desmotivadora.
Horário do treino: uma mudança que faz diferença
As manhãs geladas são desafiadoras para quem tenta se exercitar. Uma solução simples e eficaz é deslocar os treinos para o meio do dia ou final da tarde, quando as temperaturas são um pouco mais amenas. Para quem tem pouco tempo, preparar tudo na noite anterior—como separar a roupa e deixar a garrafa de água pronta—também ajuda a reduzir barreiras e aumentar as chances de realizar o treino.
Curiosamente, treinar no frio pode queimar mais calorias. Isso porque, para manter a temperatura interna durante os exercícios, o corpo aciona um processo de termogênese, que consome calorias além do exercício em si. Ou seja, o mesmo treino no inverno pode resultar em um gasto energético um pouco maior do que no verão.
Opções de treinos para o inverno
Alguns exercícios se destacam no inverno, tanto pela eficiência quanto pela praticidade. A musculação é uma ótima pedida, pois é feita em ambiente fechado e aquece rapidamente o corpo, além de trabalhar grandes grupos musculares, mantendo o metabolismo elevado por horas após o treino.
O HIIT, que alterna períodos de esforço intenso com pausas, também é recomendável para quem tem pouco tempo. Uma sessão de 20 a 30 minutos pode ser tão eficaz quanto treinos mais longos. Para quem prefere algo mais calmo, yoga e pilates são excelentes opções, ajudando a aliviar a tensão dos músculos e articulações, além de poderem ser realizados em casa.
Outras atividades como dança, artes marciais, aulas em grupo e ciclismo indoor também são ótimas alternativas para se manter ativo sem depender das condições climáticas.
A importância do aquecimento
É comum cometer o erro de encurtar ou ignorar o aquecimento no inverno por pressa. No entanto, com os músculos mais rígidos, o risco de lesão aumenta. Portanto, é recomendável um aquecimento mais longo, de pelo menos dez minutos, antes de intensificar o treino.
Para manter a regularidade nos treinos durante o inverno, é crucial ter um objetivo claro. Quem treina com metas bem definidas—seja melhorar a saúde, controlar o peso ou dormir melhor—tende a passar pelo frio mais facilmente. Exercitar-se com um parceiro também pode ajudar, pois o compromisso com outra pessoa aumenta a adesão aos treinos em dias sem vontade.
Por fim, vale lembrar que não existe treino perfeito. Uma caminhada de 30 minutos em um dia frio vale muito mais do que o treino ideal que não aconteceu porque a temperatura estava baixa.
Com informações de metropoles.com.








