Dois brasileiros foram condenados por assaltos a bancos em Portugal, utilizando táticas bastante conhecidas nos noticiários policiais do Brasil: disfarces, entradas planejadas em agências, intimidação das vítimas, sequestros e lavagem do dinheiro. Akelson Rodrigues de Jesus, de 44 anos, e Jhones dos Santos, de 43 anos, receberam penas somadas de 32 anos e meio de prisão pelo Tribunal de Évora, sendo 20 anos e meio para Akelson e 12 anos para Jhones.
A dupla é responsável por uma série de ataques a instituições financeiras em diversas regiões de Portugal, totalizando prejuízos de cerca de 548 mil euros, o que equivale a aproximadamente R$ 3,22 milhões, considerando a cotação atual.
Até o fechamento desta matéria, as defesas dos réus não se manifestaram.
Método dos roubos
Os registros oficiais portugueses detalham que esses assaltos se caracterizaram pela violência, sequestro e uso de artifícios para evitar identificação. Akelson foi acusado de sete roubos, nove sequestros, um crime de lavagem de dinheiro e quatro falsificações de documento, totalizando 21 crimes. Jhones foi condenado por dois roubos, um sequestro e um crime de lavagem de dinheiro, somando 25 crimes entre os dois.
“Profissionais do crime”
Durante a leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes destacou que os crimes não eram de pequena monta, mas lidavam com robos de quantias elevadas. Ele descreveu a dupla como “profissionais do crime”, mencionando ainda que o dinheiro obtido passou por esquema de lavagem para parecer lícito.
O paraense que voltou à Europa
Akelson, natural de Tailândia, no Pará, já tinha um histórico de condenações em Portugal antes da recente sentença. Com registros de crimes como roubo e lavagem de dinheiro, ele cumpriu pena em diversas cidades portuguesas. Akelson estava preso desde 2016 e, em 2022, retornou ao Brasil para completar suas penas. Entretanto, durante essa fase, ele teria participado dos assaltos a bancos entre julho de 2023 e setembro de 2024.
Entenda o caso
- Akelson e Jhones foram condenados em abril deste ano.
- As penas somadas dos dois chegam a 32 anos e meio de prisão.
- Os crimes causaram prejuízo de cerca de 548 mil euros.
- A justiça portuguesa classificou os réus como “profissionais do crime”.
Passaporte com outra identidade
A trajectory de Akelson também envolve investigação no Brasil, onde ele foi acusado de usar documentos falsos para obter passaporte. Na tentativa de deixar o país, ele utilizou um documento alterado e embarcou em 2015 para a Holanda. Antes disso, havia tentado entrar na Europa em outras duas ocasiões, mas sem sucesso.
Tentativas frustradas
Seu primeiro embarque para a Europa ocorreu com documentação falsa, alterando sua identidade para conseguir o passaporte. Após uma série de tentativas frustradas, finalmente conseguiu viajar em 2015. O caso estava tramitando na Justiça Federal e foi devolvido ao Maranhão para prosseguimentos na apuração das fraudes.
Comparsa brasileiro
Jhones dos Santos, que também foi condenado, teve sua pena reduzida em comparação a Akelson. Não há informações disponíveis sobre processos anteriores dele no Brasil, mas o juiz lembrou que Jhones já havia sido condenado por homicídio em 2009, o que não o impediu de voltar a atuar no crime.
Com informações de www.metropoles.com.









