Douglas Silva de Oliveira Azara, proprietário da fintech Naskar, teria orquestrado um golpe que desviou R$ 75 milhões da Zema Financeira entre novembro e dezembro de 2025. O esquema envolveu sua namorada, Jessika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, seu cunhado, Maycon Douglas Bastos de Castro, e até sua avó, Célia de Fátima Ferreira, de 77 anos, que sofre de Alzheimer.
A investigação da Polícia Civil de Minas Gerais indicou que Jessika teria auxiliado na logística da invasão cibernética que resultou no desvio de recursos da Zema, empresa pertencente à família do ex-governador mineiro Romeu Zema. As ações fraudulentas estavam centralizadas na residência do casal em Anápolis (GO), onde foram feitos os acessos que possibilitaram operações não autorizadas.
A avó de Douglas foi utilizada como titular de contas bancárias e movimentou mais de R$ 1,5 milhão por meio de boletos fraudulentos, enquanto o cunhado ajudou na ocultação do endereço das operações, assinando contratos em nome de sua empresa.
Douglas encontra-se atualmente foragido, com mandado de prisão em aberto, depois de ter viajado para Dubai, onde é visto ostentando e debochando da situação dos cerca de 3 mil clientes da fintech que buscam ressarcimento. Jessika também é considerada foragida, mas sua inscrição na OAB permanece ativa, mesmo após sua associação ser apontada na investigação.
O golpe foi facilitado pelo uso indevido de uma credencial vinculada à Stefanini Consultoria, que deveria proteger os dados da Zema Financeira. A maior parte dos valores desviados foi direcionada a uma empresa de Douglas, a Jabuti Capital.
A Zema Financeira, com sede em Araxá (MG), reportou a invasão no final de 2025, e as investigações revelaram que a maioria dos saques e pagamentos fraudulentos foi realizada a partir da residência de Douglas e Jessika. Até agora, os envolvidos, incluindo o cunhado e um diretor de TI, foram presos, mas Douglas e Jessika seguem desaparecidos.
Em meio aos eventos, a Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva de Douglas e outros quatro membros do grupo, considerando o volume de dinheiro envolvido e a organização criminosa como um todo.
Procurados, os envolvidos não responderam até o momento da publicação.
Com informações de metropoles.com.







