A Mombak, startup brasileira de reflorestamento, anunciou que entregou seus primeiros créditos de remoção de carbono mais de dois anos antes do que os compradores esperavam. Essa conquista é um passo importante para aumentar a confiança em um mercado que enfrenta desafios relacionados à qualidade dos projetos e atrasos nas entregas.
Entre os compradores que já receberam os créditos estão grandes nomes como Google, McKinsey e McLaren Racing, que aguardavam as compensações para 2028. Outras empresas, como Bain & Company, Climeworks, Commons e Union Square Ventures, também receberam seus créditos.
A Mombak se dedica à restauração de áreas degradadas na Amazônia brasileira, plantando espécies nativas e gerando créditos a partir do dióxido de carbono capturado pelas florestas, que são vendidos a empresas que buscam compensar suas emissões. Até agora, a startup plantou quase 15 milhões de árvores em 12 fazendas na região. A primeira emissão corresponde a mais de 21 mil toneladas de dióxido de carbono removidas da atmosfera.
De acordo com o diretor comercial da empresa, Dan Harburg, o mercado de carbono tem enfrentado dificuldades, principalmente com entregas aquém do prometido. “Estar dois anos adiantado em algumas de nossas primeiras entregas é valioso para os relacionamentos com nossos compradores”, comentou. A Mombak também comercializou parte dos créditos no mercado à vista.
Esses créditos representam também as primeiras entregas realizadas por conta da Symbiosis Coalition, um grupo de empresas que compõem um compromisso de adquirir créditos de remoção de carbono baseados na natureza, incluindo Google e Microsoft, que pretendem contratar mais de 20 milhões de toneladas de compensações até 2030.
Julia Strong, diretora executiva da coalizão, ressaltou que isso demonstra que, quando os compradores assumem compromissos, os projetos podem ser implementados de forma eficiente e gerar o impacto desejado.
A Mombak já planeja emitir mais 55 mil créditos ainda este ano. O mercado de carbono no Brasil, ainda em seus primeiros passos, tem atraído o interesse de investidores e instituições financeiras, à medida que empresas buscam iniciativas de alta qualidade para alcançar suas metas climáticas.
Empresas de tecnologia, por exemplo, estão em busca de soluções para compensar os impactos dos investimentos em data centers que consomem muita energia. No entanto, críticos afirmam que as compensações de carbono podem permitir que empresas poluidoras evitem a redução de suas próprias emissões.
Com informações de forbes.com.br.








