Três dos maiores partidos do Centrão, MDB, PP e União Brasil, decidiram adotar uma postura de neutralidade nas eleições presidenciais de 2026. Essa escolha, que segue as orientações dos diretórios estaduais, foi confirmada após a convenção nacional das legendas, onde foi decidido não apoiar nenhum candidato ao Palácio do Planalto.
A posição do MDB é particularmente histórica, já que será a primeira vez em 20 anos que o partido chega ao período eleitoral sem apresentar uma candidatura própria. Anteriormente, a sigla integrou coligações ou lançou candidados em eleições passadas.
Em 2006, o MDB já havia optado pela neutralidade, durante a disputa pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, o partido lançou candidatos próprios em 2010, 2018 e 2022. Agora, uma possível aliança para o governo do estado com o PL, de Flávio Bolsonaro, pode complicar a situação, levando em conta as tradições políticas em regiões dominadas pelo PT.
O PP e o União Brasil também enfrentam desafios, já que seus líderes estão em áreas onde o PT tem forte influência. Assim, decidir apoiar o candidato do PL pode comprometer as ambições nos governos estaduais e disputas no Senado. A senadora Tereza Cristina, ligada ao PP, já foi preterida para a chapa de Flávio Bolsonaro por conta dessa neutralidade.
O cenários nos estados
- MDB, PP e União Brasil estão neutros nas eleições de 2026.
- O objetivo é manter apoio nas regiões onde o PT é forte.
- Flávio Bolsonaro tenta garantir um vice do Centrão.
- A neutralidade do PP afastou Tereza Cristina da candidatura a vice na chapa bolsonarista.
No Piauí, a situação também é interessante. O senador Ciro Nogueira, que busca a reeleição e é do PP, enfrenta Lula com uma liderança significativa nas pesquisas: 70,8% das intenções de voto em comparação a 22,2% para Flávio Bolsonaro, de acordo com levantamento recente.
O PP confirmou sua neutralidade recentemente e, com isso, teve que abrir mão da indicação para a senadora Tereza Cristina como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Essa decisão se deu após diálogo interno, onde a maioria dos diretórios se posicionou contra o apoio a qualquer candidato.
A perspectiva do União Brasil
O União Brasil, sem uma candidatura própria até o momento, fará uma convenção nacional em breve para definir sua posição na corrida presidencial. O presidente da legenda, Antonio Rueda, busca avaliar as melhores opções, especialmente diante das tentativas de Flávio Bolsonaro de conquistar seu apoio.
Na Bahia, onde ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo do estado, é vice-presidente do União Brasil, as pesquisas mostram Lula na liderança, com 52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem apenas 18%.
Com informações de metropoles.com.









