No último sábado (1º/8), a cidade de Cúcuta, na Colômbia, próxima à fronteira com a Venezuela, foi palco de uma explosão de um carro-bomba que deixou 11 feridos. O incidente ocorreu por volta das 3h20 (horário local), em frente à sede da Polícia Nacional no departamento de Norte de Santander.
Entre os feridos, estão oito policiais e três civis, além da morte de um cão policial. O governo colombiano classificou a explosão como um ataque terrorista e imediatamente mobilizou forças para investigar a autoria do crime.
A explosão causou danos significativos nas instalações policiais e atingiu veículos e imóveis na área circundante. Após o ataque, a região foi isolada para facilitar as investigações, com equipes de segurança e especialistas em explosivos fazendo a perícia local.
O general William Rincón, diretor da Polícia Nacional da Colômbia, viajou para Cúcuta para prestar apoio aos feridos e suas famílias, além de garantir que todos os recursos da corporação estão sendo utilizados para localizar os responsáveis pelo ataque.
“Todos os recursos institucionais foram mobilizados para identificar e capturar os responsáveis, que serão levados à justiça”, afirmou Rincón, descrevendo o ataque como um ato “covarde e cruel” contra aqueles que protegem a população.
A Prefeitura de Cúcuta também se manifestou, repudiando o ataque e oferecendo solidariedade aos policiais feridos. O governador de Norte de Santander anunciou uma recompensa de até 100 milhões de pesos colombianos para quem fornecer informações que ajudem na captura dos autores.
Ataque ocorre às vésperas de mudança no governo colombiano
Esse atentado acontece apenas seis dias antes da posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, marcada para a próxima sexta-feira (7/8). O novo líder derrotou o esquerdista Iván Cepeda nas eleições de junho, sucedendo Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda na história recente do país.
A posse de Espriella será realizada em Cali, uma região com histórico de confrontos entre grupos ligados ao narcotráfico. O cenário de tensão política e de segurança no país é marcado ainda pela violência política, que atingiu candidatos durante o período eleitoral.
Espriella tem denunciado em várias ocasiões ser alvo de ameaças e supostos planos contra sua vida, o que aumenta a preocupação com a segurança durante a transição de governo.
Com informações de metropoles.com.








