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Coronel mantém laços com operador do PCC após operação policial

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, da Polícia Militar de São Paulo, celebrou a virada de ano com Cléber Azevedo dos Santos, mesmo após este ser investigado por suas ligações com o PCC, mantendo uma amizade próxima.

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Reprodução/Instagram

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, ex-integrante da Polícia Militar de São Paulo, manteve uma amizade com Cléber Azevedo dos Santos, mesmo após este último ser alvo de uma operação policial em destaque recente. Meses após a Operação Fractal, que ocorreu no final de 2022, Pereira Martins e Cléber celebraram juntos a chegada de 2023, ao lado de suas famílias, conforme revelam fotografias obtidas em apuração.

Imagens publicadas pela esposa do coronel mostram os dois próximos durante a celebração de Ano Novo. A festa foi marcada por um clima familiar, com crianças e mulheres sorrindo ao redor de uma piscina. Registros indicam que essas fotos foram posteriormente removidas das redes sociais.

“Amigos sempre juntos”, destacava a legenda da postagem feita pela mulher de Pereira Martins.

As fotografias corroboram informações do Ministério Público de São Paulo, que investiga operadores financeiros supostamente envolvidos em serviços para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a amizade entre o coronel e os empresários Cléber e Robson Martins de Souza persistiu mesmo após o desdobramento das operações policiais.

A relação após a operação

A Operação Fractal, que afetou diretamente Cléber e outros, não impediu a convivência social com Pereira Martins. As fotos tiradas no Ano Novo ajudam a estabelecer o tempo da aproximação, ocorrendo após as investigações que colocaram Cléber em suspeita pública. Embora as imagens não comprovem a prática de qualquer crime por parte do coronel, elas sugerem uma relação mais íntima que simples contatos profissionais.

Além das fotos, um grupo no WhatsApp que incluía Cléber, Robson e Pereira Martins continuou ativo até novembro de 2023, trocando mensagens sobre eventos sociais e celebrações, o que reforça a proximidade entre eles.

Os registros mostram que Cléber é considerado um operador de um esquema de lavagem de dinheiro, supostamente com serviços clandestinos destinados a membros do PCC. Entre as operações descritas, consta a movimentação de dinheiro por meio de contas de terceiros para ocultar o verdadeiro beneficiário.

As investigações também revelaram que Cléber tinha relações com figuras-chave da facção criminosa, participando até de reuniões para resolver conflitos fora do Judiciário. Documentos apontam que ele e o advogado Antônio Carlos Ubaldo Júnior, que também aparece nas imagens, trocaram informações sobre transferências de grandes quantias.

Pereira Martins não é o único coronel citado nas investigações, que também mencionam outros oficiais da PM. As informações levantadas até agora não implicam diretamente Pereira Martins em atividades criminosas, mas ressaltam a importância das relações sociais mantidas após as operações.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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