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Alvo dos EUA comenta conexão com PCC e provoca: isso vai dar FBI!

Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo de sanções dos EUA por suspeita de lavagem de US$ 30 milhões do PCC, já foi condenado por lavagem de dinheiro no Brasil e enfrenta investigações relacionadas a atividades criminosas internacionais.

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Reprodução/Metrópoles

Victor Henrique de Oliveira Shimada, que está na mira de sanções do governo dos Estados Unidos por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro conectada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), expressou anteriormente sua preocupação com a possibilidade de ser investigado pelo FBI. Na Justiça Federal, ele já enfrentou uma condenação, mas foi absolvido em relação a um furto de R$ 35 milhões de uma conta do Banco Votorantim. Contudo, foi penalizado com três anos de prisão por lavagem de dinheiro, e atualmente responde ao processo em liberdade.

As investigações revelaram que, em conversas interceptadas pela polícia, Shimada tinha consciência sobre a origem ilícita dos valores movimentados. Em uma de suas falas, ele menciona: “Esse papo vai dar FBI, mano. Os caras estão investigando pesado”. Ele também expressou preocupação quanto ao rastreamento dos recursos que entravam em suas contas, que, segundo ele, somavam quantias significativas em dólar.

Crimes Transnacionais

A sanção dos EUA é fruto de uma investigação do FBI, do Departamento de Justiça e de uma força-tarefa do Departamento de Segurança Interna. Shimada é descrito como um elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, com a estimativa de que ele tenha lavado cerca de US$ 30 milhões provenientes de atividades criminosas. As operações envolviam o uso de criptomoedas para transferir esses fundos ao Brasil.

Em outra conversa, ele mencionou negócios não só nos Estados Unidos, mas também na Colômbia e no México, destacando o envolvimento do serviço de pagamentos mexicano Bitso, indicando a complexidade das transações internacionais que realizava.

No caso do furto que o levou a ser processado, Shimada transferiu R$ 35 milhões de uma conta em nome da empresa Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., da qual é sócio. A mesma empresa está entre as alvos das sanções do governo estadunidense.

Em janeiro de 2025, Victor foi brevemente preso em prisão domiciliar por sua conexão com o escândalo “Vai de Bet” no Corinthians, evidenciando como a Victory Trading era utilizada como camada para dificultar o rastreamento dos valores. As investigações sobre o caso levaram à descoberta de que o clube de futebol foi utilizado para a lavagem de dinheiro com valores de patrocínio investidos de forma fraudulenta.

Defesa de Victor Shimada

A defesa de Shimada declarou ter tomado conhecimento das sanções na mesma data em que foram anunciadas, ressaltando a falta de acesso a documentos oficiais para uma manifestação mais detalhada. Shimada nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou lavagem de dinheiro, afirmando que irá esclarecer os fatos por meio das vias legais apropriadas.

Conexões com o Corinthians

A atuação de Victor Shimada foi associada a um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia o Corinthians, embora o governo americano não tenha mencionado o clube de forma explícita. Em janeiro de 2025, ele foi detido sob acusações de lavagem de dinheiro ilícito relacionado a um patrocínio fraudulento. As investigações têm ramificações internacionais, com a Polícia Civil paulista e agências internacionais cooperando por causa da complexidade do caso.

Alvos das Sanções

As sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluem:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada — sócio de empresa investigada por envolvimento em escândalo no Corinthians e ligado ao PCC, tendo lavado mais de US$ 30 milhões.
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — parente de Shimada, atuando como intermediária na coleta de grandes quantias.
  • Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda.
  • Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda.
  • Wave Construções Inteligentes Ltda.
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda. (Portugal).

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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