O Ibovespa fechou a sexta-feira (24) em queda de 1,52%, alcançando 174.041,95 pontos. A desvalorização foi impulsionada pelas ações da Petrobras, instituições financeiras e outras empresas ligadas a commodities. Esse movimento foi influenciado por indícios de uma possível retomada nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que impactaram os preços do petróleo.
O índice encerrou o pregão em seu nível mais baixo do dia, atingindo 176.719,62 pontos durante a máxima. Apesar da queda de hoje, houve um leve avanço de 0,19% na semana. O volume financeiro registrado foi de R$ 16,63 bilhões.
O dólar à vista variou pouco, fechando com uma leve queda de 0,06%, a R$ 5,0814. Na semana, a moeda norte-americana teve uma valorização de 0,58% e acumula uma queda de 7,43% no ano.
Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,0496 e R$ 5,0907. O contrato futuro mais negociado para agosto recuou 0,01% no fim da tarde, cotado a R$ 5,0905.
Perspectiva de negociação derruba o petróleo
A queda nos preços do petróleo aconteceu após informações de que a China está tentando reiniciar as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Essa expectativa gerou reflexos significativos, levando o Brent a encerrar a sessão em baixa de 3,88%, a US$ 96,78 por barril, mesmo após ter superado os US$ 100 pela primeira vez desde maio. Ao longo da semana, o contrato teve uma valorização próxima de 10%.
O petróleo WTI também viu uma diminuição de 3,12%, fechando a US$ 89,31 por barril, embora tenha acumulado um aumento de 8,27% na semana.
Os preços do petróleo dispararam recentemente devido à troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, além das operações no Estreito de Ormuz. O cenário de possíveis negociações diplomáticas fez com que investidores realizassem lucros.
“Não há nada que este mercado ame mais do que a esperança”, declarou um analista do setor. “Qualquer sinal de estabilização da situação será recebido com otimismo.”
Entretanto, as preocupações com as restrições de oferta permanecem. O presidente dos Estados Unidos mencionou uma “punição militar severa” ao Irã após ataques a petroleiros no Mar Vermelho. Dados mostram que a movimentação no Estreito de Ormuz diminuiu nos últimos dias, embora ainda não haja um bloqueio total.
Petrobras e bancos pressionam o Ibovespa
A queda nas cotações do petróleo impactou diretamente as empresas do setor listadas na B3. As ações preferenciais da Petrobras recuaram 1,72%, enquanto as ordinárias perderam 2,36%. Outras empresas, como PetroReconcavo e Prio, também tiveram quedas expressivas.
Entre os bancos, o Itaú Unibanco recuou 1,08% em suas ações preferenciais. O Bradesco caiu 1,28%, enquanto as ações do Santander Brasil e do Banco do Brasil encerraram com perdas de 1,09% e 2,77%, respectivamente.
A Vale acompanhou a tendência, caindo 0,58%, enquanto o minério de ferro registrou queda no mercado internacional. A maior baixa do índice foi da ISA Energia, com uma perda de 7,16%, após a aprovação de uma oferta primária de ações.
A Caixa Seguridade sofreu uma desvalorização de 5,21%, após uma revisão negativa pelo JPMorgan. A MBRF também apresentou uma queda significativa, com analistas prevendo resultados semelhantes aos do trimestre anterior.
Tarifas dos Estados Unidos ficam no radar
Os investidores ainda estão atentos às tarifas de 10% a 12,5% que os Estados Unidos impuseram a 60 parceiros comerciais. Para o Brasil, a alíquota estabelecida foi de 12,5%, além da tarifa de 25% que começou a valer em julho. O governo brasileiro criticou a nova cobrança como injustificada, mas a expectativa do mercado é que o impacto sobre a bolsa seja limitado.
“As novas tarifas já estavam precificadas pelo mercado nas últimas semanas”, avaliou um analista de investimentos.
A combinação das tarifas e a instabilidade no Oriente Médio mantiveram o dólar estável no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana variou ligeiramente.
Com informações de forbes.com.br.








