A defesa de Mayanna Angelina Rodgers, mãe do menino de 3 anos que faleceu após agressões do pai, informou que ela foi transferida de presídio por motivos de segurança. Na última sexta-feira, o advogado André von Berg afirmou que a equipe jurídica ficou ciente da mudança somente após encaminhar uma petição à Justiça.
Mayanna e o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson estão detidos desde o trágico incidente ocorrido no dia 5 de julho na área rural de Águas Claras, em Viamão, no Rio Grande do Sul. O pai foi preso pela polícia logo após a morte do filho, e, dias depois, a mãe também foi detida por omissão.
De acordo com o advogado, a defesa havia solicitado à Justiça que Mayanna tivesse a liberdade temporária para reconhecer o corpo do filho, que permanece há 12 dias no Instituto Médico Legal (IML) por conta da falta de um responsável legal alternativo, já que ambos estão em detenção.
A penitenciária onde Mayanna estava se manifestou contra a sua saída temporária, citando a “comoção popular” em torno do caso. Assim, a mulher foi transferida para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, visando sua segurança.
A defesa contestou essa decisão, argumentando que Mayanna deveria ser autorizada a deixar a prisão temporariamente para poder realizar o sepultamento adequado do filho. O advogado destacou que a situação de segurança pública no estado é preocupante e que a detenta pode ser vulnerável a problemas dentro do sistema prisional.
“A massa carcerária no espaço anterior não aceita, pois todas são de facções que não toleram crimes como o dela. Além disso, assim como a Mayanna era dominada pelo Dandre”, apontou o advogado.
O Caso do Menino
- Durante depoimento, o pai relatou que agrediu o filho porque ele não lhe deu “bom dia”.
- Consta que ele desferiu socos no peito e no abdômen da criança e bateu a cabeça do menino contra o chão.
- O agressor levou a criança ao hospital em Viamão, onde os médicos, ao perceberem as lesões, acionaram a polícia.
- Devido à gravidade dos ferimentos, o menino foi transferido para o Porto Alegre, mas não sobreviveu.
A defesa de Mayanna ainda alega que a mulher era vítima de violência doméstica e estava em uma situação de vulnerabilidade extrema.
Com informações de metropoles.com.








