Um jovem de 21 anos, que atua como estagiário de tecnologia da informação, está sendo investigado após entrar de forma ilícita no banheiro feminino de um prédio comercial em Santos, no litoral de São Paulo. Ele é suspeito de ter colocado um celular embaixo de uma pia para registrar imagens de mulheres durante momentos íntimos.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem invadiu o banheiro no dia 3 de julho, por volta das 13h. Um vídeo feito por uma mulher, que se deparou com o celular escondido, mostra o aparelho posicionado de tal forma que suas três câmeras focavam no assento sanitário. Ela relata a situação, expressando preocupação ao encontrar o dispositivo.
Até agora, duas mulheres já formalizaram boletins de ocorrência, mas o delegado Wagner Camargo acredita que o número de vítimas pode ser substancialmente maior. Segundo ele, foram encontradas gravações que duram mais de uma hora, capturando imagens de várias mulheres, embora apenas da cintura para baixo. O delegado fez um apelo para que outras possíveis vítimas procurem a delegacia.
Foi informado também que o suspeito está passando por acompanhamento psicológico e psiquiátrico devido à sua obsessão em registrar pessoas em situações íntimas sem o consentimento delas.
Histórico do suspeito
- O estagiário possui um histórico de investigações pela mesma prática.
- Um caso anterior, em 2020, também ocorreu em Santos, onde ele escondeu um celular em uma rede de fast food.
- A intenção era, novamente, gravar mulheres em momentos de privacidade.
A Justiça emitiu mandados de busca e apreensão nos endereços associados ao suspeito. Na manhã da última terça-feira, a Polícia Civil confiscou um celular, um computador, um notebook e quatro réplicas de armas na residência do investigado.
A investigação está em andamento para esclarecer se os vídeos eram para consumo pessoal. Os equipamentos apreendidos serão analisados para identificar outras possíveis infrações.
Durante o depoimento, o suspeito alegou que faz uso de medicamentos para controlar impulsos, o que, segundo ele, causa lapsos de memória e o impede de se recordar de ter colocado o celular no banheiro. Ele responde em liberdade pelo crime de gravação ou fotografia sem autorização.
Com informações de metropoles.com.








