Belo Horizonte – Um motorista de aplicativo, de 30 anos, se tornou suspeito na investigação da morte de Joice Batiston, de 27 anos. Ele alegou que a jovem “caiu da moto” durante uma corrida, mas não pôde explicar o que aconteceu. Joice estava a caminho de um encontro com amigas para assistir ao jogo do Brasil, no dia 19 de junho, em Varginha, no Sul de Minas, mas não chegou a seu destino e foi encontrada sem vida horas depois.
Em depoimento no Presídio de Varginha, o motorista apresentou sua versão dos fatos. De acordo com ele, a corrida ocorreu por volta das 22h, no bairro Figueira, com destino ao bar Arca de Noé. O motorista afirma que estava em velocidade normal pela Avenida Perimetral quando a passageira caiu da moto “sem explicação”. Ao parar, ele encontrou Joice desacordada e sem capacete, que, segundo ele, pode ter se soltado durante o impacto.
O suspeito contou que não chamou socorro, decidindo procurar ajuda de um familiar. Ao chegar à casa do pai e não encontrar ninguém, ele retornou ao local cerca de 10 minutos depois, mas a vítima já não estava mais ali.
Objetos e celular
Questionado sobre os pertences de Joice, o motorista negou ter levado seu celular, bolsa ou outros objetos. Ele apenas retirou o capacete dela, que pertence a ele. Entretanto, ele admitiu ter descartado o celular da jovem em um matagal, em lugar que não consegue lembrar. Outro detalhe que chamou a atenção da investigação foi o celular do próprio motorista, que foi encontrado pela Polícia Civil em uma sacola com cimento fresco, danificado e queimado.
Quando questionado sobre por que havia escondido seu celular, ele afirmou que tomou essa decisão três dias após o ocorrido, acreditando que o chip pertencia à empresa do pai.
Uma camisa da Seleção Brasileira, que estava suja quando encontrada pela polícia, também foi apreendida. O motorista informou que a roupa foi sujada por um cachorro. Ele alegou que só soube da morte da passageira no domingo seguinte, através da mídia. Ele é motorista na plataforma 99 há cerca de dois anos e meio.
Após o incidente, ele entrou em contato com um advogado, que o orientou a esperar em casa até a chegada das autoridades.
A prisão do suspeito
O motorista foi preso no dia 25 de junho, após ser identificado em imagens de segurança dando carona a Joice. Em uma coletiva, a Polícia informou que foram apreendidos uma motocicleta, celulares e roupas que podem ajudar no esclarecimento do caso.
A família de Joice duvida da versão de acidente. A jovem tinha saído de casa para encontrar amigas e assistir ao jogo em um bar, embarcando em uma corrida pelo aplicativo às 21h45. Foi encontrada ferida pela Polícia Militar na Avenida Perimetral, mas não sobreviveu aos ferimentos. Inicialmente, a hipótese cogitada era um atropelamento ou acidente de trânsito. Contudo, a família apontou que os ferimentos não condizem com essa possibilidade, citando escoriações pelo corpo e sangramentos.
Outro fator que intrigou foi o desaparecimento do celular de Joice. A família encontrou sua bolsa e documentos, mas o aparelho não estava entre os pertences. Relataram que mensagens enviadas ao celular foram visualizadas antes de ele parar de responder.
Nota da plataforma 99
A plataforma 99 se manifestou, lamentando o ocorrido e prestando condolências à família de Joice. Informaram que, após o incidente ser registrado, uma equipe de segurança foi designada para oferecer suporte e informações sobre o acionamento de um seguro, que inclui atendimento psicológico e auxílio nas despesas funerárias.
Atualmente, o suspeito permanece sob custódia no Presídio de Varginha. A reportagem procurou a defesa dele e aguarda um posicionamento.
Com informações de metropoles.com.







