A Polícia Federal (PF) revelou, em um relatório sobre a Operação Sem Desconto, que pelo menos R$ 24,6 milhões foram transferidos para agentes públicos. Segundo a investigação, esses valores eram repassados como propinas a integrantes da alta administração do INSS e a políticos. Os pagamentos eram apelidados de “Heróis”, “Notáveis” e “Amigos” pelos fraudadores.
O documento destaca que a corrupção era essencial para garantir o funcionamento do esquema, que afetou mais de 600 mil vítimas e gerou inúmeras reclamações judiciais e administrativas. Ao todo, 48 pessoas foram indiciadas, e as conclusões foram entregues ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas investigações.
Além disso, o relatório menciona que os cheques eram direcionados a nomes codificados como “Italiano”, “Itália” ou “I”, que correspondem a Alessandro Antonio Stefanutto, ex-presidente do INSS. Mensagens trocadas entre Carlos Roberto Ferreira Lopes e Cícero Marcelino de Souza Santos, da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer), mostram a movimentação de valores para agentes públicos.
Carlos foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, enquanto conversas revelam que o ex-presidente do INSS participava ativamente da operação e até contatou o operador financeiro em relação a questões envolvendo cheques de propinas.
As investigações continuam, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliará as próximas ações em relação ao caso.
Com informações de g1.globo.com.









