Após inicialmente afirmar que não haveria novas eleições, o governo da Nicarágua anunciou que o país realizará pleitos eleitorais. A informação foi compartilhada pela copresidente nicaraguense e esposa de Daniel Ortega, Rosario Murillo, em pronunciamento realizado na quarta-feira (22/7).
No discurso, Murillo criticou os Estados Unidos, acusando-os de interferirem nas eleições do país. Ela enfatizou que “eleições dignas e soberanas” devem ser conduzidas de acordo com a soberania nicaraguense, afastando a influência externa.
“Esse tipo de eleição contra o povo não acontecerá, jamais retornará à Nicarágua”, afirmou. “Eleições, sim, mas nossas próprias eleições, planejadas a partir da nossa dignidade nacional, para escolher os melhores nicaraguenses, aqueles que realmente conhecem a luta e a honra. Eleições abençoadas, livres e soberanas”.
Apesar das declarações de Murillo, que tem exercido poder ao lado de Ortega desde 2025, a situação política no país continua instável.
Recentemente, Ortega havia declarado que novas eleições não seriam realizadas para evitar que opositores, rotulados como “golpistas”, ascendessem ao poder. Ele também solicitou reformas para intensificar a repressão à oposição, que já enfrenta dificuldades na Nicarágua.
A Assembleia Nacional do país já iniciou debates sobre as diretrizes que acompanharão as ordens de Ortega, visando um novo pleito geral previsto para novembro de 2027. De acordo com os últimos pronunciamentos, as mudanças devem limitar a participação da oposição e de observadores internacionais nas próximas eleições.
O presidente do Parlamento local, Gustavo Porras, declarou que não será aceito qualquer tipo de eleições que envolvam “golpistas” ou que sejam influenciadas por financiamentos estrangeiros.
Com informações de metropoles.com.









