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Mulher que fingiu ser criança aplicou golpes no Paraná, diz polícia

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi indiciada por estelionato após ser reconhecida no Paraná como a mulher que se passou por uma adolescente doente, enganando vítimas em um grupo de oração e aplicando golpes em outros estados. Ela já havia sido presa em Santa Catarina sob a mesma acusação.

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Reprodução/Arquivo Pessoal

A Polícia Civil de Santa Catarina revelou novas informações sobre Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, que foi reconhecida como responsável por aplicar golpes também no Paraná. A mulher foi indiciada por estelionato em Colombo, região metropolitana de Curitiba, após sua prisão em Santa Catarina, onde se passava por uma adolescente de 12 anos.

As investigações foram reabertas em junho, depois que membros de um grupo de oração no Paraná identificaram Amanda, que, em 2021, se fez passar por uma jovem de 13 anos com câncer terminal e obteve dinheiro das vítimas. O caso já havia sido registrado em um Boletim de Ocorrência em 2022, porém as investigações anteriores não conseguiram elucidar a autoria do crime.

Após sua prisão, a Polícia Civil intimou as vítimas de Colombo para que realizassem o reconhecimento da suspeita. Durante o processo, Amanda se apresentou para a família catarinense como “Gabriele” e para os paranaenses como “Emily”. Em seu depoimento, no entanto, ela negou as acusações.

Amandabel envolveu emocionalmente o grupo de oração ao contar histórias dramáticas sobre sua vida, alegando estar em fase terminal e pedindo orações. As vítimas ficaram surpresas quando ela começou a solicitar dinheiro, o que levantou suspeitas. Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou que não conseguia entender como uma criança de 13 anos poderia fazer um pedido tão chocante quanto querer morrer.

A farsa se aprofundou, com Amanda criando uma narrativa complexa de abusos e problemas de saúde, incluindo a alegação de que precisava de um transplante de medula óssea e de que sua mãe havia falecido em um acidente. A situação a levou a viver com uma família em Santa Catarina por 14 meses, inicialmente alegando ter fugido de maus-tratos e, posteriormente, revelando ser uma criança. A família acabou realizando uma festa para comemorar o suposto aniversário de 12 anos da “menina”.

Entretanto, a realidade começou a vir à tona quando as vítimas decidiram investigar a veracidade das informações que Amanda apresentava. Eles não encontraram registros de internação em hospitais e, durante uma videochamada, descobriram que a mulher era a mesma que se passava por Emily. Pressionada, Amanda confessou que não era uma criança e que havia inventado a história.

A investigação também revelou que Amanda aplicou golpes semelhantes em pelo menos outros sete estados, incluindo Rio de Janeiro e Minas Gerais. Atualmente, os processos em Santa Catarina foram finalizados, e a mulher enfrenta acusações de falsa identidade e estelionato.

Com informações de g1.globo.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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