O Ministério das Relações Exteriores, conhecido como Itamaraty, declarou nesta sexta-feira (10) que segue “empenhado” nas conversas com autoridades dos Estados Unidos para evitar a implementação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros no mercado americano. O prazo para um acordo entre os países se encerra em 15 de julho.
A afirmação surgiu após entidades que representam empresários brasileiros e americanos solicitarem uma nova rodada de negociações. O Itamaraty agradeceu as contribuições do setor privado e reafirmou sua dedicação ao diálogo, que já se estende por um ano, em prol dos interesses nacionais.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4,2 mil produtos brasileiros poderão ser afetados pelo tarifaço, incluindo ferro gusa, molduras de madeira e álcool etílico. Essa lista representa aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações para os Estados Unidos.
Nos bastidores do governo, a percepção é de que a decisão do USTR tem um caráter político e não leva em consideração os argumentos apresentados ao longo do último ano, que incluem temas como desmatamento e acordo de pagamento instantâneo, conhecido como PIX. A atual avaliação do governo Lula é de que o governo americano tem se mostrado “inflexível” ao apresentar questões consideradas “inegociáveis”.
Nesta quinta-feira (9), entidades como a CNI, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham) e a U.S Chamber of Commerce enviaram uma carta conjunta pedindo a continuidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos. O documento é endereçado a quatro autoridades: Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Márcio Elias Rosa, ministro da Indústria e Comércio; Jamieson Greer, chefe do USTR; e Marco Rubio, secretário de Estado americano.
- No texto, as entidades destacam:
- O apoio ao fortalecimento da parceria econômica entre as duas nações;
- A importância estratégica da relação Brasil-EUA nas áreas de comércio, investimentos, tecnologia e inovação;
- A necessidade de que as negociações sobre tarifas resultem em previsibilidade, ampliação de oportunidades e fortalecimento da confiança mútua.
A carta ressalta a importância de se buscar soluções concretas rapidamente, visando evitar a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. As entidades afirmam que o avanço por meio da negociação é a melhor alternativa para evitar consequências indesejadas para empresas, trabalhadores e consumidores nos dois países.
Com informações de g1.globo.com.








