A Shell anunciou nesta terça-feira (07) um aumento na previsão de produção de gás para o segundo trimestre, destacando que a comercialização será bastante superior à do trimestre anterior, ajudando a mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio.
As grandes empresas do setor de petróleo têm se beneficiado da volatilidade do mercado de energia, causada pelos conflitos envolvendo EUA, Israel e Irã, que resultaram em oscilações significativas nos preços do petróleo e do gás natural. Essa situação tem trazido bons resultados para as operações de empresas como Shell, BP e TotalEnergies.
Na atualização trimestral, a Shell informou que a produção de sua divisão integrada de gás deve ficar entre 610.000 e 650.000 barris equivalentes de petróleo por dia (boed) para o período de abril a junho, revisando a previsão anterior de 580.000 a 640.000 boed. No primeiro trimestre, a produção foi de 909.000 boed.
Além disso, a expectativa para os volumes de liquefação de GNL (gás natural liquefeito) foi elevada de 6,8 milhões a 7,4 milhões de toneladas para 7,4 milhões a 7,8 milhões de toneladas. No primeiro trimestre, a Shell produziu 7,9 milhões de toneladas.
Resultados de comercialização
A companhia também relatou que os resultados na área de comercialização de gás devem superar os do trimestre anterior, enquanto os resultados no setor de produtos químicos e derivados, incluindo a venda de petróleo, devem manter o bom desempenho observado anteriormente.
No segundo trimestre, o petróleo Brent, referência no mercado global, teve uma média de cerca de US$ 97 por barril, em comparação com US$ 78 no primeiro trimestre e US$ 67 no mesmo período do ano passado.
O contrato de referência para o gás no hub TTF, na Holanda, registrou uma média de cerca de € 46 por megawatt-hora durante o trimestre, um aumento em relação aos quase € 40 do trimestre anterior e aos € 36 do ano passado.
Com informações de forbes.com.br.








