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Kássio e eu no Sindicato dos Cabeçudos: a polêmica da cabeça oca

A análise critica a proposta do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, de criar um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa, argumentando que levantamentos confiáveis refletem momentaneamente a opinião do eleitor e não são preditivos. A coluna alerta para a falta de critérios científicos na avaliação de acuracidade e a necessidade de combater a desinformação nos debates eleitorais.

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Reprodução/Metrópoles

Ao discutirmos a credibilidade dos institutos de pesquisa, muitos se perguntam se é possível confiar em todos eles. A resposta é negativa para aqueles que realizam pesquisas “autofinanciadas” ou que estão ligadas a partidos políticos. É difícil considerar confiáveis os dados que vêm acompanhados de analistas que apresentam informações tendenciosas ou que já têm opiniões formadas sobre os resultados.

Essencialmente, uma pesquisa deve ser vista como um retrato do momento, que pode refletir o que ocorreria se as eleições fossem realizadas no instante em que a pessoa consultada responde. É importante ressaltar que, quando feitas de forma correta, as pesquisas buscam captar a realidade dentro de uma margem de erro.

A sugestão do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, de criar um “selo de acurácia” para identificar os institutos que acertam os resultados, tem gerado crítica. Essa proposta levanta questões sobre como essa acurácia seria avaliada e se realmente existe um padrão científico para essa definição. Afinal, pesquisas podem indicar tendências, mas não são preditivas.

Se houver um debate sobre a qualidade das pesquisas, é importante enfrentá-las com seriedade. Fraudes e ineficiências existem no setor, assim como em outras áreas da sociedade, mas simplificar a discussão não contribui para o avanço das questões eleitorais.

No final das contas, o que deve prevalecer são levantamentos sérios e honesto, que apenas refletem o que poderia acontecer em determinado momento. Essas pesquisas não devem ser vistas como profecias, mas sim como indicações que podem ajudar na compreensão do cenário político.

Faz-se necessário que o TSE acompanhe de perto as pesquisas, as perguntas elaboradas e a coleta de dados. Assim, a opinião pública pode se informar e formar suas próprias opiniões, combatendo a disseminação de informações errôneas.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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