O padrasto que agrediu seu enteado de 1 ano e 6 meses em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi denunciado por tortura e ameaça pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O ato de violência gerou ferimentos no rosto da criança, conforme indicado por um laudo pericial.
A denúncia foi divulgada na última sexta-feira (3). Após o ocorrido, o padrasto foi preso preventivamente. O crime aconteceu no estacionamento do bairro Jardim Eldorado, quando o homem foi flagrado por testemunhas que registraram os abusos em vídeo, onde ele bate na cabeça do menino com um celular e puxa seus cabelos.
Diante da gravidade das agressões e da condição do padrasto em relação à criança, a denúncia inclui o crime de tortura majorada, conforme a Lei número 9.455/1997. Além disso, foi relatado que o agressor fez ameaças a quem presenciou o ato violento, insinuando que retornaria caso fosse preso e mencionando detalhes sobre o trabalho de uma testemunha.
O MPSC está investigando se houve mais episódios de violência na família e se são necessárias medidas protetivas para garantir a segurança do menino. De acordo com o Conselho Tutelar, a criança está em segurança, longe do agressor.
Após o flagrante, as testemunhas cercaram o carro onde o padrasto estava e acionaram a Polícia Militar. A mãe da criança, de 19 anos e grávida de seis meses, ficou fora do veículo enquanto o padrasto cometeu a agressão, pois estava atendendo um cliente em sua atividade de revenda de joias. Ela ficou chocada ao ver as imagens e lamentou a brutalidade das ações do companheiro.
Relatos de testemunhas indicaram que o menino ficou em estado de choque. A Polícia Militar constatou os ferimentos no rosto da criança e levou o padrasto para a delegacia, onde mais evidências das agressões foram apresentadas. O homem foi preso em flagrante, e na audiência de custódia realizada na quarta-feira (1º), sua prisão foi convertida em preventiva.
Com informações de g1.globo.com.








