A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu para 4,7% em maio deste ano, um recorde histórico, conforme informações divulgadas pelo Banco Central. Essa elevação representa um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, que contava com 4,6% (dado revisado).
Esse índice é o mais elevado desde que a série histórica foi revista, iniciada em março de 2011. A alta ocorreu no mês de lançamento do “Desenrola 2.0”, o novo programa de renegociação de dívidas do governo, que começou no mês anterior.
O indicador de inadimplência considera as operações com atraso superior a 90 dias, abrangendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. No segmento de pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,5% em abril para 5,6% em maio, atingindo o maior patamar da série histórica. Para as empresas, o índice subiu de 3,1% para 3,2% no mesmo período, sendo o maior desde novembro de 2017, quando estava em 3,3%.
Na primeira semana de junho, foi informado que o programa Desenrola 2.0 já conseguiu renegociar R$ 20 bilhões em dívidas bancárias, com 1,4 milhão de renegociações realizadas, resultando em um desconto médio de 85% no valor original das dívidas.
Em relação ao endividamento, os dados do Banco Central mostram que a relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses se manteve estável em 49,8% em abril, o maior índice desde janeiro deste ano. Embora esse número seja elevado historicamente — a média desde 2011 é de 42% —, continua gerando preocupação.
Conforme a análise da Serasa Experian, em março, 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados, representando 49% da população. Além disso, 47% dos débitos, totalizando R$ 557,7 bilhões, estão concentrados em instituições financeiras, o que enfatiza a relevância do Desenrola 2.0.
Com informações de g1.globo.com.








