O desempenho da Weg (WEGE3) tem sido afetado pelos impactos do câmbio, mesmo com o crescimento contínuo da empresa fora do Brasil. A informação foi divulgada por executivos da companhia durante uma teleconferência com analistas, após a apresentação dos resultados do segundo trimestre.
André Salgueiro, diretor de finanças e relações com investidores, comentou sobre a situação, destacando que a valorização do real resulta em conversão de valores menos favoráveis, o que pode diminuir o crescimento esperado inicialmente para o ano. “Infelizmente, teremos que lidar com o câmbio mais apreciado”, afirmou Salgueiro.
Apesar disso, a demanda no exterior continua positiva, com um aumento no número de pedidos de equipamentos de ciclo longo, tanto no setor industrial quanto nos segmentos de transmissão e distribuição. O diretor expressou confiança em um cenário mais favorável para a receita nos próximos meses, devido à boa performance dos negócios e à normalização das comparações em relação a 2025.
O vice-presidente administrativo-financeiro da Weg, André Rodrigues, falou sobre as incertezas a longo prazo geradas pelas tarifas americanas, que podem impactar a margem do grupo se mantidas.
A empresa reafirmou sua meta de investimentos para o ano, estimando R$ 3,54 bilhões em ativos imobilizados e R$ 22,4 milhões em ativos intangíveis.
No segundo trimestre, a Weg registrou um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão, o que representa uma queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional, medido pelo Ebitda, foi de R$ 2,21 bilhões, também com uma redução de 2,1% ano a ano. A receita líquida ficou em R$ 10,14 bilhões, uma leve queda de 0,6% comparado ao ano anterior.
As ações da companhia apresentaram uma queda de 3,55%, cotadas a R$ 45,09, após uma alta de 10% registrada na quarta-feira.
Com informações de forbes.com.br.






