Portal WF - Notícias de Santa Catarina e do Brasil

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Vencedores e Perdedores da Bolsa Brasileira em 2026

Em 2026, os fundos de renda fixa se destacaram com captações líquidas de R$ 148,4 bilhões, enquanto os fundos de ações enfrentaram saídas líquidas de R$ 6,3 bilhões, refletindo uma mudança no perfil dos investidores brasileiros. A participação das ações nos fundos caiu para 8,4%, evidenciando a crescente predominância dos investidores estrangeiros na B3.

POR

Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

Acompanhar o investimento dos brasileiros em 2026 revela um cenário claro de vencedores e perdedores. Nos primeiros sete meses deste ano, os fundos de renda fixa se destacaram, acumulando R$ 148,4 bilhões em captação líquida, estabelecendo-se como a categoria mais forte do mercado. Em contraste, os fundos de ações enfrentaram uma saída líquida de R$ 6,3 bilhões, enquanto os multimercados perderam R$ 11,7 bilhões e os fundos de previdência, R$ 8,3 bilhões. Apenas os fundos “outros”, que incluem FIDCs e produtos estruturados, além da renda fixa, registraram crescimento. Os dados foram fornecidos pelo relatório do BTG Pactual.

Ao se analisar o desempenho ao longo das últimas duas décadas, nota-se a origem dessa preferência. O setor de fundos de renda fixa cresceu de R$ 550 bilhões em 2008 para R$ 4,76 trilhões em julho de 2026, sem apresentar um único ano de recuo relevante. Os fundos de previdência seguiram essa tendência, passando de R$ 111 bilhões para R$ 1,85 trilhão no mesmo período. Em comparação, embora os fundos de ações também tenham apresentado crescimento — de R$ 112 bilhões para R$ 677 bilhões — esse aumento foi irregular, com quedas significativas em anos anteriores.

A participação das ações nos investimentos de fundos também revela essa mudança. Esta fatia, ou porcentual do patrimônio total alocado em ações, caiu pela metade em 20 anos. Em 2000, esse percentual era de 11,3%. Ele oscilou até alcançar seu auge em 2007 (22,0%), mas nunca mais atingiu esse patamar. Em junho de 2026, essa porcentagem estava em 8,4%, menos da metade do recorde de 2007.

Embora o investimento em ações tenha crescido em valores absolutos — de R$ 34 bilhões em 2000 para R$ 696 bilhões em 2026 —, o crescimento dos outros setores foi ainda mais acelerado. O total de recursos administrados pela indústria de fundos saltou de R$ 297 bilhões para R$ 8,3 trilhões no mesmo período. O panorama recente revela uma estagnação na alocação de ações, que se manteve entre 7,8% e 9,0% por 19 meses consecutivos.

O perfil de quem investe na bolsa também mudou. Embora o giro diário da B3 tenha atingido R$ 23,7 bilhões (um aumento de 16% em um ano), a participação dos investidores individuais caiu de 21,35% em 2020 para 10,90% em 2026, a menor desde 2018. O espaço do investidor institucional também diminuiu nesse período, enquanto o investidor estrangeiro, por sua vez, aumentou sua participação de 45,01% em 2019 para 61,10% neste ano.

As aberturas de capital na B3 desde 2021 ilustram a divisão entre emplacados e fracassados. Apenas duas de 37 empresas que abriram capital superaram o mercado: Orizon, com alta de 232%, e Caixa Seguridade, com incremento de 130%. Quatro empresas apresentaram crescimento, mas não alcançaram o mercado. Mais de 80% das outras estão com perdas significativas, com Raízen registrando queda de 96% desde o IPO e outras como Oncoclínicas e Dotz perdendo 97% cada uma.

Embora tenha havido uma recuperação nos fluxos estrangeiros para ações brasileiras, a confiança dos investidores parece frágil. O total de R$ 38,6 bilhões em 2026 é uma melhora em relação a 2024, mas distante dos R$ 100,8 bilhões vistos em 2022. A distribuição dos recursos mostra que, dentro das carteiras globais, o Brasil perdeu espaço, enquanto o México teve ganhos. O cenário aponta que o investidor brasileiro médio está se afastando da bolsa, que agora opera majoritariamente com capitais estrangeiros.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

PUBLICIDADE

300 × 250
AdSense / Advanced Ads

Leia também

Colunistas

Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

Geral

Elize Matsunaga pode reencontrar a filha? Entenda o caso

Mulher revela acordo para dividir prêmio da Mega Sena

Brasileiros envolvem-se em assaltos a bancos em Portugal