O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de interferir nas eleições presidenciais de 2020, que resultaram na vitória do democrata Joe Biden. A declaração foi feita em uma entrevista recente e acompanhada pela divulgação de uma página pela Casa Branca chamada “Integridade Eleitoral”.
Nessa página, o governo apresenta documentos e alegações sobre supostas falhas no sistema de votação americano. Um dos principais pontos é a afirmação de que a China teria realizado uma violação de dados eleitorais em grande escala, com o acesso ilegal a cerca de 220 milhões de registros de eleitores dos EUA antes da eleição de 2020.
Esses dados teriam incluído informações pessoais, como nomes, endereços, números de telefone e filiação partidária, que poderiam ser utilizados para atividades ilegais, segundo a administração Trump.
Eleitores não registrados
A página da Casa Branca também menciona alegações sobre o registro de eleitores não cidadãos. De acordo com informações, uma análise do Departamento de Segurança Interna identificou cerca de 278 mil indivíduos não cidadãos registrados para votar em eleições federais. Esse número, segundo o governo, pode ser ainda maior, uma vez que alguns estados liderados por democratas não teriam compartilhado seus cadastros eleitorais com o governo federal.
O governo americano destacou que registros de eleitores podem estar em mãos de governos estrangeiros e que as máquinas e sistemas de contagem de votos estão suscetíveis a ciberataques. Alega-se também que existem centenas de milhares de registros de não cidadãos e falecidos ativos nos cadastros eleitorais, solicitando mudanças nas regras eleitorais, como a exigência de documentos de identificação para votar e comprovação de cidadania.
Repetições de alegações
As alegações de Trump sobre fraudes e interferências nas eleições de 2020 não são novidade. Ele tem insistido que o resultado foi comprometido por irregularidades desde a vitória de Biden. Contudo, investigações, recontagens de votos e auditorias já confirmaram a ausência de evidências suficiente para alterar o resultado da eleição.
Essas acusações de fraude também foram o combustível para a mobilização de seus apoiadores, que invadiram o Capitólio em Washington no dia 6 de janeiro de 2021, durante a sessão do Congresso para certificar a vitória de Biden. Essa invasão interrompeu temporariamente os trabalhos legislativos e resultou em um número significativo de processos criminais contra os envolvidos.
Com informações de metropoles.com.







