Flávio Bolsonaro se apresenta como um candidato mais competitivo em relação ao seu pai em comparação à mesma fase da campanha de 2022. Isso se evidencia nas pesquisas, que mostram Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio aparece com 42%. No mesmo período da última disputa, Lula tinha 60% e Jair Bolsonaro 37%.
Esses números desafiam a ideia de que a candidatura de Flávio perdeu força. No entorno bolsonarista, a análise é de que os maiores ataques que ele enfrenta atualmente vêm de dentro do próprio campo da direita, e não dos adversários.
Entre os apoiadores do PT, há quem diga que Flávio pode sofrer um desgaste adicional devido ao filme financiado por Daniel Vorcaro. Por outro lado, aliados que se afastaram do bolsonarismo manifestam preocupações sobre a aparente falta de direção e coordenação na pré-campanha, alimentando boatos sobre uma possível troca de candidatos, inclusive entre aqueles que agora fazem parte de sua equipe.
Um dos coordenadores da pré-campanha, o senador Rogério Marinho, aponta que existem interesses contrariados surgindo, com pessoas se manifestando como se ainda estivessem na campanha, mas não estão. O nome de Marinho também passou a ser mencionado nas especulações, sugerindo que ele poderia assumir a cabeça de chapa, embora a equipe acredite que essa abordagem não seria eficaz, dado que Flávio não é Jair Bolsonaro.
A equipe de campanha destaca uma diferença importante em relação aos dois últimos pleitos: Flávio conta com apoio em cerca de 20 estados, enquanto Jair Bolsonaro tinha cerca de 10 palanques estaduais no mesmo período em 2022. Embora Flávio tenha perdido o apoio de siglas como PP e União Brasil, o Republicanos ainda avalia uma adesão formal, com a decisão prevista para ocorrer até 1º de agosto, próximo ao prazo final para definição de alianças em 4 de agosto.
Com informações de metropoles.com.








