
Na fronteira entre Brasil e Argentina, torcedores expressam suas preferências. As bandeiras dos dois países se encontram em Dionísio Cerqueira, cidade no Oeste de Santa Catarina, onde a divisão de torcidas durante a Copa do Mundo se torna evidente.
A Rua República Argentina conecta este município catarinense a Bernardo de Irigoyen, na Argentina, e a Barracão, no Paraná. Não há barreiras físicas, permitindo que os moradores desfrutem de uma integração cultural, econômica e social diária.
De acordo com informações do portal g1.globo.com, não é exigido documento para pedestres, o que facilita a travessia para trabalho, compras, estudos ou lazer. Durante a Copa, essa interação se torna ainda mais simbólica, com espaços públicos brasileiros decorados com verde e amarelo.
A maioria dos brasileiros na região torce pela seleção do Brasil, enquanto os argentinos, embora prefiram sua própria equipe, também apoiam o Brasil como uma segunda escolha. “Nós somos uma das favoritas, como últimos campeões”, comentou Facundo Baez, enquanto jogava com amigos. Facundo Suarez, seu colega, sublinhou: “A minha seleção é a argentina porque eu moro na Argentina.”
Jair da Silva, um morador brasileiro, acredita que a Argentina não levará o troféu este ano, apesar de reconhecer a qualidade do futebol argentino, especialmente com a iminente despedida de Messi das Copas. “Eu moro na fronteira, mas minha preferência é pelo Brasil”, afirmou.
Desde 2016, Dionísio Cerqueira e Barracão são oficialmente reconhecidas como “cidades gêmeas” pelo Governo Federal, um título que abrange municípios que compartilham não apenas o território, mas também a economia e a vida cotidiana.
A área ao redor do marco de divisa entre Barracão, Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen é um ponto turístico, onde é possível estar em três lugares ao mesmo tempo — um pé em Santa Catarina, outro no Paraná, e a mão na Argentina.



