
Uma carta encontrada em um confessionário no município de Palma Sola, interior de Santa Catarina, traz relatos pessoais do carpinteiro João Feix. O documento ficou oculto por mais de 40 anos até ser redescoberto em 2007, quando a igreja matriz de Anchieta emprestou o móvel para o museu local. A cidade tem aproximadamente 7.600 moradores e está situada a mais de 700 km de Florianópolis.
Na carta, datada de 24 de junho de 1965, Feix expressa suas frustrações: “Já sou tão velho, com 60 anos, e ainda tenho que fazer confessionários”. O historiador do Museu da Colonização José Felício Jung informou que a mensagem foi ditada pelo carpinteiro e escrita por sua filha, Alice Feix Paetzold, hoje com 81 anos. O confessionário, que foi montado em Anchieta e transferido ao museu, continha a carta em um baú próximo ao local onde os fiéis se ajoelhavam para confessar.
O museu, inaugurado em 2011, preserva a história da colonização da região, com um acervo de fotos e objetos. A carta também menciona os governantes da época, incluindo o presidente Castelo Branco e o governador Celso Ramos, além de relatar a situação econômica, com referências ao valor da moeda brasileira em comparação ao dólar e à libra esterlina.
A carta encerra com votos de felicidade: “Muita felicidade para todos. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo”. A história ganhou destaque recentemente, pois o confessionário será devolvido ao seu local original.
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