
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a Motiva reportou um lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas do mercado em 14%. A performance da empresa foi analisada pelo CFO, Rodrigo Araújo, em entrevista ao CNN Money, que destacou fatores como a reavaliação de ativos menos rentáveis e a adição de novas concessões ao seu portfólio como principais contribuintes para esse resultado positivo.
No mesmo período, a companhia obteve uma receita total de R$ 3,333 bilhões, que ficou aproximadamente R$ 850 milhões abaixo do que o mercado estimava. Araújo esclareceu que essa discrepância se deve ao fato de que muitos analistas ainda incluíam a plataforma de aeroportos entre as fontes de rendimento da empresa. Ele ressaltou que, ao desconsiderar esse efeito e ajustar os dados, a diferença percebida seria de cerca de 2% em relação ao que foi efetivamente reportado.
Adicionalmente, a receita da Motiva apresentou um crescimento de 5,7% em comparação ao ano anterior, enquanto a relação entre o custo de caixa e a receita líquida caiu de 38,1% para 35,1%. Esse movimento resultou em uma ampliação de 2,2 pontos percentuais na margem em relação ao trimestre anterior.
Uma das movimentações significativas para a companhia foi a venda da plataforma de aeroportos para a mexicana Sur, conforme estabelecido em um contrato assinado em novembro do ano passado. Este ativo está sendo contabilizado como uma operação descontinuada nos registros financeiros da Motiva. Araújo indicou que a finalização dessa transação está prevista para julho ou agosto, momento em que se espera que a Motiva reconheça um ganho de capital, uma vez que a venda superou o valor contábil.
A alavancagem da Motiva atualmente está em 3,6 vezes, um número que, segundo Araújo, é típico do setor de infraestrutura, especialmente considerando que muitos ativos da empresa ainda estão em etapas iniciais de desenvolvimento. Entre estes, estão as concessões como a Rio SP (anteriormente conhecida como Dutra), PR Vias no Paraná, Motiva Pantanal e Sorocabana.
Araújo também destacou que é comum que projetos em fase inicial apresentem uma alavancagem mais elevada, a qual tende a diminuir conforme os empreendimentos avançam. Além disso, o CFO mostrou o interesse da Motiva em novas concessões, com um enfoque especial no leilão da Regis Bittencourt, agendado para julho, que proporcionará uma importante conexão com Curitiba e complementará a infraestrutura rodoviária existente.
Por fim, Araújo mencionou a intenção da empresa de explorar ativos metroviários em São Paulo, em particular as linhas 1 e 2, embora ainda sem uma data específica para lançamento no mercado. Ele ainda reforçou que as grandes conexões logísticas entre o estado de São Paulo e o resto do Brasil seguem sendo um foco estratégico para a Motiva.
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