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Preços dos imóveis caem em 49 das 70 maiores cidades da China

Os preços dos imóveis na China caíram 3,3% em junho de 2026 em relação ao mesmo mês do ano anterior, evidenciando a continuidade da crise no setor imobiliário, que persiste desde 2020.

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Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

Os preços dos imóveis na China apresentaram uma queda de 3,3% em junho de 2026, se comparado ao mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada pelo Departamento de Estatísticas do governo chinês na noite de terça-feira (14), no horário de Brasília, e reforça a continuidade da crise no setor imobiliário do país, que já dura alguns anos.

No mês anterior, os preços haviam recuado 3,5% em relação a maio de 2025.

O dado oficial do governo chinês é um índice que monitora a evolução dos preços de imóveis residenciais, por meio de transações que envolvem hipotecas convencionais, focando especialmente em casas unifamiliares. A metodologia utilizada para o cálculo é a de vendas repetidas, que compara o preço da mesma propriedade em momentos diferentes, seja em uma nova venda ou num refinanciamento.

Segundo análises, os preços nas 70 maiores cidades da China tiveram uma retração de 0,15% em junho. Essa queda é menor que a registrada em maio, que foi de 0,2%.

Das 70 cidades avaliadas, 49 tiveram redução nos preços em junho, comparado ao mês anterior. Ao longo do primeiro semestre de 2026, a diminuição acumulada foi de 3,5% nas principais cidades, em relação aos preços dos primeiros seis meses de 2025.

O contexto da crise imobiliária na China

Os problemas no mercado imobiliário começaram entre 2020 e 2021, quando o governo chinês impôs restrições às incorporadoras, conhecidas como “três linhas vermelhas”, que estabeleceram limites de endividamento em relação a ativos, fluxo de caixa e crédito. O objetivo era combater uma bolha imobiliária que já representava mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Desde então, os preços dos imóveis têm caído mês a mês, embora o risco sistêmico tenha diminuído, não o suficiente para evitar problemas significativos que ganharam destaque nas manchetes. Um dos casos mais marcantes foi o calote da Evergrande, uma das maiores construtoras da China, que acabou impactando outras empresas do setor, como Country Garden e Kaisa Group.

Com a diminuição do mercado imobiliário, o consumo das famílias também foi afetado, gerando desequilíbrio entre oferta e demanda. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a dívida dos veículos de financiamento dos governos locais varie entre 50 e 60 trilhões de yuans, o que equivale a uma quantia significativa em reais. O governo chinês, por sua vez, contesta essa estimativa, alegando que há contagem dupla nos dados.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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