
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a Polícia Federal (PF) deu início nesta sexta-feira (15) à Operação Sem Refino, com o objetivo de apurar indícios de fraudes fiscais vinculadas à Refit, anteriormente conhecida como Refinaria de Manguinhos, um dos maiores devedores de tributos do Brasil. Entre os investigados, encontram-se Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, um aliado do senador Ciro Nogueira (PP), além do empresário Ricardo Magro, proprietário da empresa, e o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL).
A PF também requereu à Interpol a inclusão de Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha, que contém nomes de pessoas foragidas internacionalmente. Vale lembrar que, em novembro do ano passado, Magro já havia sido alvo de outra investigação significativa.
Tal decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que emitiu um mandado de prisão para Magro. A lista dos investigados está inserida na solicitação apresentada pelo magistrado.
Segundo declarações da Polícia Federal, há indícios de que a Refit teria empregado sua estrutura financeira e societária para ocultar bens, disfarçar a posse de ativos e transferir recursos de maneira irregular para o exterior.
Abaixo, apresentamos a relação dos nomes solicitados pela PF:
- Ricardo Andrade Magro, controlador do Grupo REFIT;
- Claudio Bomfim de Castro e Silva, ex-governador do Estado do Rio de Janeiro;
- Juliano Pasqual, ex-secretário de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro;
- Renato Jordão Bussiere, ex-presidente do INEA (Instituto Estadual do Ambiente);
- Renan Saad, ex-procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro;
- Guaraci de Campos Vianna, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro;
- Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, associado ao núcleo empresarial ligado à REFIT;
- Adilson Zegur, ex-subsecretário de Receita da SEFAZ/RJ;
- Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho, apontado como operador no núcleo administrativo-fiscal do esquema associado à REFIT;
- Álvaro Barcha Cardoso, descrito como operador e intermediário central no núcleo de influência institucional do esquema;
- Roberto Fernandes Dima, membro do núcleo empresarial vinculado à REFIT;
- Márcio Cordeiro Gonçalves e Márcio Pereira Pinto, escrivães da Polícia Federal;
- Maxwell Moraes Fernandes, policial civil do Estado do Rio de Janeiro.
E mais: A defesa do ex-governador Cláudio Castro manifestou sua surpresa com a operação da Polícia Federal, que resultou em buscas em sua residência localizada na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Os advogados de Castro afirmaram que ainda não tiveram a oportunidade de revisar o conteúdo do mandado de busca e apreensão.
Em comunicado, a defesa destacou que o ex-governador está disposto a colaborar com a Justiça para fornecer todas as explicações necessárias. Castro se mostrou confiante em sua integridade, assegurando que todos os atos realizados durante sua gestão obedeceram a "critérios técnicos e legais estabelecidos pela legislação vigente", incluindo procedimentos referentes à política de incentivos fiscais do estado. Além disso, segundo seus advogados, a gestão de Castro foi a única a garantir que a Refit quitasse suas dívidas com o estado, assegurando pagamentos parciais que somam aproximadamente R$ 1 bilhão.



