O preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100. Na manhã desta quinta-feira (23), o Brent para setembro era negociado a US$ 100,47, refletindo uma alta de 6,86% em sua quinta semana seguida de valorização.
Por sua vez, o WTI, referência nos Estados Unidos, viu um aumento de 5,74%, atingindo US$ 91,77. Essa é a primeira vez que a commodity alcança esse patamar desde o início da atual escalada de conflitos no Oriente Médio.
Os preços elevados do petróleo são impulsionados pela intensificação das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, além de restrições em rotas marítimas na região, gerando receios quanto à interrupção no fornecimento global.
Recentemente, os Estados Unidos completaram a décima segunda noite consecutiva de ataques a alvos iranianos, além de anunciarem o envio de mais tropas, equipes médicas e equipamentos militares à área. O governo do Irã, por sua vez, reafirmou sua estratégia de retaliação.
Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, destacou que a escalada de tensões pode reacender preocupações com uma possível alta da inflação. Para ele, “a pressão inflacionária pode limitar o espaço para cortes de juros nas principais economias”. Os juros futuros mostraram movimentos similares, acompanhando o aumento dos rendimentos dos Treasuries.
No mercado brasileiro, as ações de petroleiras estavam em alta perto das 12h30. A Petrobras (PETR3) subiu 2,05%, enquanto a PRIO (PRIO3) avançou 2,39%. PetroReconcavo (RECV3) viu um aumento de 1,11% e a Brava Energia (BRAV3) subiu 0,64%.
Entretanto, mesmo com os bons resultados no setor de petróleo, o Ibovespa recuava 0,09%, posicionando-se a 177.386 pontos. Essa queda foi influenciada pela aversão ao risco no exterior, após declarações do presidente Donald Trump sobre o Irã. De acordo com o economista Vitor Kayo, “o mercado tem dado mais peso ao temor inflacionário da guerra do que ao efeito positivo do petróleo sobre os termos de troca do Brasil”.
Com informações de forbes.com.br.








