O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, fez sérias acusações contra o atual líder do país, Gustavo Petro. Nesta terça-feira, De la Espriella afirmou que Petro estaria tentando implementar um “golpe de Estado” para continuar no poder. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o novo presidente convocou as Forças Armadas a protegerem a Constituição e a democracia, ressaltando que os militares não devem seguir ordens que contrariem esses princípios.
“Petro e Cepeda iniciaram seu Plano B para permanecer no poder a qualquer custo. Ele querem fazer isso por meio de um golpe de Estado. Como presidente eleito, peço às Forças Armadas da República da Colômbia que cumpram seu juramento e não obedeçam a ordens que possam vir de Petro em contrário”, declarou.
Antes dessa declaração, Petro havia afirmado, sem apresentar provas, que estava sendo alvo de uma tentativa de prisão e convocou seus apoiadores à “união contra um governo ilegítimo”.
Tensão na transição de governo
Essas declarações aumentam a tensão política na Colômbia durante o processo de transição de governo, que deve ser concluído em 7 de agosto, quando De la Espriella tomará posse. O presidente eleito tem o apoio do presidente dos Estados Unidos e venceu o segundo turno das eleições por uma margem apertada em relação ao candidato governista, Iván Cepeda.
Horas antes de suas acusações, De la Espriella anunciou a suspensão imediata do processo de transição com o governo Petro, citando indícios de corrupção e contratos suspeitos na administração atual. “Meu dever é proteger os interesses da nação e garantir uma transição séria e transparente, nunca legitimar o desrespeito à ordem constitucional”, reafirmou o presidente eleito.
A disputa continua
A rivalidade entre os dois líderes se intensificou após as eleições de junho, com Petro se recusando a reconhecer o resultado e questionando a legitimidade de De la Espriella. Por sua vez, o presidente eleito alega que o governo atual está dificultando a transferência de poder. Entretanto, as autoridades eleitorais da Colômbia afirmaram não ter encontrado evidências de fraude ou manipulação nas votações.
Iván Cepeda, embora tenha reconhecido oficialmente o resultado, declarou estar em “desobediência civil” à espera das ações do novo governo.
Preparativos para a posse
De la Espriella, que não possui experiência anterior em cargos eletivos, baseou sua campanha em propostas focadas na redução do tamanho do Estado, estímulo ao investimento privado e um combate mais rigoroso ao narcotráfico e guerrilhas. O presidente eleito já anunciou parte de sua futura equipe ministerial, incluindo os responsáveis por pastas importantes como Interior, Fazenda, Meio Ambiente e Defesa.
A posse está marcada para 7 de agosto, em um ambiente de polarização crescente e instabilidade política na Colômbia.
Com informações de metropoles.com.








